Cresce consumo de mármore e granito na construção
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de agosto de 2002
Da Redação 
Durante séculos eles foram exclusivamente dos palácios, castelos e monumentos, para o deleite apenas de reis, sultões e magnatas. Hoje, basta andar pelas ruas e verificar nas fachadas de prédios e casas que o mármore e o granito já fazem parte da vida mesmo dos menos abastados. Não que esse símbolo de ostentação tenha perdido a nobreza, mas o aumento da produção mundial, com destaque para a brasileira e capixaba, e as tendências de mercado, popularizaram a utilização das rochas ornamentais na construção civil.
Dados estatísticos mostram que até meados da década de 20, a produção mundial era de 1,5 milhão de tonelada/ano. Ao final do século passado, esse número subiu para 60 milhões, para a felicidade dos que sonham ter em sua residência, fachadas ou interiores revestidos com esse material.
Atualmente a construção civil responde por 85% da demanda por rochas ornamentais. Os 15% restantes são destinados ao mercado de arte funerária. Mesmo com a ampliação das exportações, a maior parte do mármore e granito brasileiros (80%) ficam no mercado doméstico. O Brasil hoje produz 5,2 milhões de rochas ornamentais por ano, sendo 3 milhões de granitos, um milhão de mármore e 1,2 milhão de outras pedras como ardósias, quartizitos e basaltos.
Essa conjuntura favorável explica grande interesse de empreiteiros, engenheiros, arquitetos, decoradores e outros profissionais da área, na 14 Feira Internacional de Mármore e Granito, que acontece de 28 a 31 de agosto, em Cachoeiro do Itapemirim (ES) e é principal vitrine para as novidades do segmento, mostrando todas as mais modernas tendências desse elemento tradicional e clássico, mas que evoluiu com o passar dos anos.
Nem mesmo a competição com outros materiais, principalmente as cerâmicas, tem revertido as tendências de aumento da utilização das pedras que, segundo os levantamentos, deve se manter até o ano 2025. O geólogo e consultor da Abirochas e do Sindirochas, Cid Chiodi, explica que não é apenas o apelo estético que justifica essa preferência dos construtores pelo produto natural, mas também o fator qualidade que representa maior durabilidade.
O desenvolvimento de novas tecnologias no manuseio dos mármores e granitos aumentaram a confiabilidade desses produtos. O fator custo/benefício também está bem mais favorável ao consumo. Como é uma commodite, ou seja, não tem preço fixado em bolsa de valores, e sim uma especialidade mineral, o custo das rochas é determinado pela riqueza estética e pelos recursos utilizados no corte e polimento.


