O segundo semestre começou com altas no sistema de consórcio, com o segmento imobiliário batendo novamente o recorde histórico de participantes ativos: 12,1% foi o crescimento registrado pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), em relatório divulgado na sexta-feira, comparando o mês de julho de 2008 ao mesmo mês de 2007. Ano passado eram 441,7 mil consorciados ativos, agora são 494,9 mil pessoas com uma carta de crédito para aquisição de imóveis novos ou usados (residencial, comercial ou industrial), para reformas ou ainda para a compra de terrenos urbanos ou rurais.
''É o 103º mês consecutivo de crescimento do segmento imóveis'', diz o presidente nacional da Abac, Rodolfo Montosa, enfatizando que este aumento constante no número de novas participações representa o amadurecimento do comportamento do brasileiro que tem crescido nos últimos anos, fato que o faz mais exigente com relação às suas necessidades e com suas disponibilidades financeiras.
''Ao planejar a formação do seu patrimônio, o brasileiro tem voltado sua atenção para o consórcio de imóveis. Esta modalidade de compra tem sido a escolhida principalmente porque ao vincular um compromisso mensal, com parcelas adequadas e sem pagamento de juros, o consumidor escolhe poupar para parcelar integralmente o valor do bem desejado.
Números do Banco Central, referentes também a julho, demonstram que a faixa de preço dominante entre os consórcios de imóveis é de bens de até R$ 50 mil, com a classe média como a responsável pela maior parte das transações do setor no sétimo mês do ano. Entre os novos grupos de consórcio imobiliário no país, segundo a pesquisa do BC, vinte e dois deles (cerca de 1,2%) eram para comprar ou reformar construções na faixa de R$ 10 mil; 971 grupos (o equivalente a 52,92%) para unidades com valores entre R$ 10 mil a R$ 50 mil; e 842 (45,89%) para compras acima de R$ 50 mil.
De forma global, o sistema de consórcios, criado há 45 anos, conta atualmente com um total 3,5 milhões de participantes ativos, somando-se as carteiras de imóveis, automotores (veículos leves e pesados) e eletroeletrônicos. Só nos sete primeiros meses deste ano, segundo a ABAC foram comercializadas um milhão de novas cotas aproximadamente. Isso representa uma participação de 1% do Produto Nacional Bruto com volume de negócios de R$ 19,2 bilhões realizados em 2007.

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