A aquisição de imóveis através do sistema de consórcios vem apresentando crescimento mês após mês, aumentando sua participação nas vendas de imóveis à prazo. A informação é do Departamento de Pesquisas da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), baseada em levantamento feito nos dados disponibilizados pelo Banco Central (BC).
Do total de 41,5 mil imóveis comprados à prazo em 2002, 30,4%, o equivalente a 12,6 mil, foram através de contemplações feitas pelos consórcios, e 28,9 mil - 69,6% - foram por financiamentos bancários, de acordo com informações sobre financiamentos concedidos pelo Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo, que inclui os do Sistema Financeiro de Habitação e aqueles liberados pelos bancos à taxa de mercado.
Um ano depois, em 2003, o volume aumentou, 31,3%, elevando-se para 54,5 mil unidades adquiridas. Parceladamente, porém a participação do financiamento reduziu-se para 66,7%, somando 36,4 mil. A presença dos consórcios cresceu, chegando a 18,1 mil unidades, com 33,2% de participação.
O primeiro trimestre de 2004 continuou registrando esse crescimento. O acumulado deste ano somou 17,5 mil imóveis contra 10,5 mil do ano passado, comercializados com as duas formas de aquisição. A participação dos consórcios cresceu de 35,2% para 36%, enquanto os financiamentos mostraram redução de 64,7% para 64%. Em números, a evolução foi de 3,7 mil (jan/mar-03) para 6,3 mil (jan/mar-04) nas contemplações por consórcios. Nos financiamentos, a soma apontou 6,8 mil no ano passado e 11,2 mil neste ano.
Para Rodolfo Montosa, presidente da Abac-PR, ''o crescimento nos consórcios de imóveis tem ocorrido nos últimos anos, a uma média superior a 30%, em razão da maturidade demonstrada pelos consumidores, que têm procurado planejar suas compras, evitando pagar as altas taxas de juros praticadas no mercado''. O sistema de consórcios caracteriza-se pela ausência de juros. No caso dos imóveis é o único meio de parcelamento que auto-financia integralmente o valor desejado. Não há cobrança de parcelas intermediárias - semestrais ou anuais-, não exige depósitos de valores antecipados e não apresenta resíduos no final do plano.

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