A preocupação com a criminalidade aumentou - em média - 30% a quantidade de contratos de seguro patrimonial realizados em Londrina, no último ano. A maioria dos interessados no produto pertence à classe média e mora em casas. Conforme a Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão federal que regula e fiscaliza a atividade no País, a participação do Paraná no volume de prêmios (valor recebido pelas empresas do ramo) recolhidos no Brasil, entre janeiro e julho deste ano, equivale a 89% do total registrado ano passado.
Este crescimento está associado à violência que atinge até mesmo os moradores de condomínios horizontais onde um dos pontos fortes é a vigilância. A insatisfação com as ações públicas e a ousadia dos criminosos incentiva a busca de informações sobre seguro patrimonial que - aos poucos - perde o rótulo de supérfluo e atrai mais interessados.
''O prejuízo com o roubo dos bens é a principal justificativa dos novos clientes. O que muitos não sabem é que esta cobertura é um acessório da proteção contra incêndios. Neste caso, a relação custo-benefício é compensatória, pois, ao contrário do que a maioria pensa o seguro no Brasil não é caro'', afirmam Marli Martinez, da Eficiência Corretora de Seguros; Leonardo Maziero Duarte, da Cia. Marítima de Seguros S/A e Vanderlei Scarpanti, da Maphre Seguros.
Segundo a Associação Brasileira de Defesa do Consumidor (Pro Teste), na revista Dinheiro & Direitos (agosto/setembro de 2006), queda de raio, explosão e incêndio integram o pacote básico e obrigatório de qualquer seguradora. A indenização corresponderá a 100% do capital contratado quando houver perda total do imóvel. Caso contrário, o ressarcimento cobre apenas os prejuízos.
Nos incêndios, a seguradora paga, além dos danos provocados pelas chamas, desabamentos e a água usada no combate ao fogo. A queda de raios é coberta somente quando o fato ocorrer dentro do terreno ou edifício segurado. Nessa cobertura, em vários casos, há uma franquia. A maioria é de 10% do valor do prejuízo, com mínimo de R$ 300,00.
As outras coberturas são contratadas conforme o desejo do consumidor ou oferecidas em pacotes. No entanto, a maioria das empresas rejeita segurar imóveis de madeira ou revestidos por outro material inflamável. Aquelas que aceitam orçar estas construções podem exigir uma vistoria prévia para avaliar o risco na possibilidade de cobertura. As seguradoras, normalmente, também não aceitam imóvel exclusivo de veraneio. Caso façam o seguro, não oferecem proteção contra furto e roubo, mas isso deve ficar claro no documento assinado pelas partes.
Edifícios - Teoricamente, o acesso dos ladrões a edifícios residenciais é mais difícil devido à presença de funcionários, circulação de moradores e sistema eletrônica de segurança. Mesmo assim, não é raro a ocorrência de roubos nestes locais.
Na opinião de Maria Mansano Prestes, síndica do condomínio residencial Caroline, o seguro patrimonial é uma garantia a mais para o cidadão, mas que dependerá necessariamente de sua disponibilidade econômica. ''Para mim, é uma tranquilidade que vale à pena assim como o uso de equipamentos eletrônicos de segurança'', acrescentou Joelson Milanez, síndico de outro condomínio localizado no centro de Londrina.

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