A cozinha aberta, quase escancarada, como elo de ligação entre uma sala de estar e a sala de refeições. Dá certo, é eficiente? A arquiteta Kátia Costa prova que a idéia não é só bonita para os olhos, mas também muito funcional.
Colocada no centro, mas bem delimitada, a cozinha atende de um simples cafezinho a um jantar mais formal. Não há divisões concretas entre os três espaços, apenas divisórias virtuais, mas a circulação é nítida. O resultado é um ambiente ambiente agradável e suave para quem gosta de receber e de cozinhar. Perfeito para gourmets.
O projeto foi apresentado pela arquiteta na recém-realizada MD&I Office 2000 e funcionou. Durante o evento foram realizados jantares e coquetéis preparados no local por gourmets especialmente convidados. A proposta, diz, foi a criação de um espaço onde o ‘‘bate-papo’’ e a degustação de novo pratos e vinhos é um convite permanente.
O espaço da cozinha em ‘‘L’’ está delimitado dos outros ambientes por um piso cerâmico e uma grande mesa. Colocada justamente no limite da cozinha, a mesa reforça que, dali em diante é área de quem está cozinhando.
O tampo do móvel, aliás, é outra estratégia criativa da arquiteta – metade em madeira escura (virada para o pequeno corredor que liga a sala de estar a sala de refeições) e metade em mármore (virada para a cozinha) – oferecendo mais um apoio para o gourmet arrumar seus pratos).
O único espaço fechado na cozinha é o armário tipo dispensa que emoldura a geladeira. Mesmo assim a arquiteta teve o cuidado de usar portas de vidro para deixar o ambiente transparente e o espaço amplo. O restante é tudo aberto, facilitando a visualização dos utensílios. O fogão industrial é, na verdade, o único que denuncia que o espaço é de um profissional.
Temperos e especiarias em vasos cuidadosamente espalhados nos três ambientes perfumam o ar e reforçam a idéia de dedicação do profissional. Artigos, lembranças de viagens de vários países da Ásia enfeitam e dão um toque especial ao ambiente. O forte do projeto de Kátia Costa está nos detalhes, que tornam uma visita rápida em ‘‘vontade de ficar um pouco mais’’ na tentativa de absorver todas as informações distribuídas nele.
Em uma residência, certamente uma grande mesa ocuparia o espaço onde foram colocadas três mesas em estilo rústico, criando espaço para a realização de eventos para até 18 pessoas. Mas o ar rústico das mesas em madeira e das cadeiras tailandesas são perfeitas para o ambiente, ainda mais na companhia de duas pequenas adegas em forma de estantes expositoras.
A integração de um pequeno escritório com instrumentos de alta tecnologia (computadores, etc) segue a linha do minimalismo com móveis de formas retas em preto e metal cromado. O escritório é separado da sala de estar por um desnível.
Para quebrar qualquer possibilidade de um‘‘escritório pesado’’, um pequeno espelho d‘água com uma fonte e plantas foi criado em um canto. Meio escondido dos visitantes, ele se faz presente pelo contínuo barulho da água.
Na sala de estar a preocupação com o minimalismo se repete. Sofás e poltronas confortáveis pedem tempo para uma conversa agradável. O ambiente consegue unir o rústico com o elegante e uma pitada de requinte particulares.

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