As cortinas tem resistido a novos materiais e às exigências impostas por um novo modo de vida. A primeiro restrição surge por recomendação médica. O acúmulo de poeira e as condições ideais para a proliferação de ácaros, levam os médicos a orientar os pais mais aflitos pela substituição das cortinas. O mesmo ocorre com o carpete. ‘‘Mas as pessoas não abrem mão da cortina como acontece com o carpete’’, diz a empresária Ednéia Bono, dona de uma loja de cortinas, em Maringá.
A opção é por tecidos de cores mais neutras e que não exigem muita manutençãoEla explica que para substituir o carpete, as pessoas tem ‘‘mil’’ opções em pisos. ‘‘Um mais bonito que o outro’’, observa. Já com a cortina, a opção seria a persiana, que apesar de ter uma imensidão de variedades, são muito parecidas. ‘‘As persianas estão mais modernas e são uma boa opção para quem não pode colocar tecido no ambiente, mas parecem mais comercial que feitas para um ambiente doméstico’’, afirma. Ednéia diz que muitos clientes que colocam persianas querem também um tecido junto. ‘‘Nem que for um bandô’’, revela.
Outra opção para deixar o ambiente ‘‘mais limpo’’, recomenda Ednéia, é usar tecidos sintéticos e de cores claras. ‘‘Para quem precisa evitar poeira e ácaro é recomendada também uma manutenção mais frequente’’, diz. Por isso a importância no uso de tecidos sintéticos, que garantem beleza e higiene. O tecido mais procurado é o voal, que é muito mais resistente, tem opção para ser usado com todo tipo de decoração e é rápido para secar quando lavado. Os varões também facilitam a manutenção. As cortinas podem ser facilmente instaladas ou retiradas quando se usam as argolas de madeira ou metal.
As sanefas, que estão meio fora de moda, resistem em novas opções. Para quem faz acabamento do forro em gesso, existe a opção de colocar os trilhos acima do teto rebaixado, o que dá um visual positivo. ‘‘Mas é preciso saber trabalhar a cortina’’, recomenda Ednéia. Quem ainda aprova o uso das sanefas, está optando por madeira, na cor dos móveis do ambiente. ‘‘Mas existem pessoas que mesmo instalando uma persiana não abrem mão dos detalhes’’, revela.
Além das cores claras, a preferência recai também para os tecidos pesados, que são mais decorativos e garantem melhor acabamento. ‘‘Desde médicos até diaristas a moda em cortinas não muda muito’’, diz Ednéia. Ela diz que os tecidos mais ‘‘moles’’, com cores mais pesadas, acabam ‘‘enjoando’’ as pessoas que frequentam o ambiente. ‘‘Hoje as pessoas querem ser práticas e instalar modelos e cores que não agridem, duram bastante e não dão trabalho’’, resume.
- Bom Gosto Cortinas, Avenida Morangueira, 668. Fone (044) 263-2181, Maringá

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