Cortinas ficam leves e mais simples
Célia Baroni
De Londrina
Em um mundo cada vez mais eclético e permissivo no que diz respeito a moda, decoração e criatividade o único pecado continua sendo o excesso. Crie, misture estilos mas, na base de toda esta liberdade está o clean - resultado do design de linhas suaves que não poluem o ambiente. Beleza e simplicidade passaram a ser sinônimos. A praticidade; uma exigência.
Um exemplo claro desta mudança está nas cortinas. Os modelos de antes - volumosos, em tecidos pesados, muitas vezes abusando de estampas - estão definitivamente out, e não combinam com a proposta de leveza e praticidade atuais.
A arquiteta Sonia Kosu, salienta, porém, que os tecidos não foram abolidos. Os tecidos ganharam novas texturas e os modelos das cortinas estão mais leves; estão menos plissadas e quanto menos pregas, melhor, explica.
Os tecidos de tapeçaria cederam espaço para os linhos, sedas e voal. A preferência, comenta a arquiteta, são pelas cortinas sequinhas, com ilhós ou alças. Voltaram também as brise-bise, cortinas fixas feitas em algodão e linho, do tamanho do vidro das janelas.
Sonia Kosu chama a atenção para a necessidade de tomar cuidado com a qualidade do tecido. O barato pode sair caro. Se não escolher certo, em pouco tempo, a pessoa poderá ser obrigada a trocar sua cortina, frisa. Lembra ainda que, dependendo do ambiente e do tipo de tecido, as cortinas pedem forro.
Se a janela recebe muito sol, por exemplo, o tecido tem de ser mais grosso e resistente e deve-se optar pelo uso de forro. Em dúvida sobre qual padronagem de tecido escolher? Opte por um liso; e a cor tem de combinar com o seu ambiente, de preferência com os estofados (sofás). Outra dica valiosa: não caia no erro de fazer sofás e cortinas com a mesma padronagem de tecido - o ambiente fica pesado e poluído.
O lado bom do uso de cortinas, afirma a arquiteta, está no preço - costumam ser mais baratas que as persianas - e no clima de alegria que o modelo e tecidos certos podem dar ao ambiente. O defeito, é que elas não oferecem alternativas. Fechadas, escurecem e isolam o ambiente e abertas não protegem a privacidade e deixam os móveis expostos aos prejuízos dos raios solares.
Para Sonia Kosu, a versatilidade e praticidade das persianas conquistaram as pessoas. Elas permitem vários níveis de visibilidade, não acumulam tanto pó e são fáceis de limpar. Não há como negar que são mais práticas, e com o desenvolvimento de linhas direcionadas para a decoração com cores e texturas novas, ficaram ainda mais atraentes, afirma. O lado negativo, acentua, está no efeito frio que as persianas podem dar ao ambiente.
O problema, no entanto, pode ser resolvido com a utilização de cores e tonalidades mais quentes, hoje disponíveis no mercado. O casamento da persiana com o tecido dá excelentes resultados. Este recurso é muito usado. Joga-se um xale em tecido conferindo ao conjunto um ar mais aconchegante, orienta.





