Correções em projetos entregues também emperram a aprovação, afirma Edson Ogaki. Na sua opinião, muitos ainda não se acostumaram ao novo Código de Obras, que implementou algumas mudanças no projeto de construção. Projetos que não apresentam nenhuma pendência, segundo o diretor, são aprovados em até duas semanas. Já aqueles que precisam de ajustes podem o diretor de Aprovações confessa que o prazo pode chegar a mais de um mês dependendo do tempo que o engenheiro responsável pela obra demorar para fazer as correções. Quando adequações se fazem necessárias, o projeto precisa voltar ao final da fila de aprovações.
Outros fatores que podem atrasar o projeto é a falta de pagamento de taxas e de documentos como o Programa de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC).
Mariza Cleonice Pissinati, geógrafa do setor de Resíduos Sólidos da Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Sema), afirma que a liberação do PGRCC pela secretaria se dá em no máximo cinco dias, mas geralmente em um ou dois dias o documento é analisado e aprovado caso não precise de correções. Do contrário, fica a cargo do engenheiro da obra fazer as correções o mais rápido possível, e então o documento é protocolado novamente para ser liberado em cinco dias.
Segundo Mariza, o processo de protocolação do PGRCC é simples, mas alguns detalhes podem representar empecilhos para a sua liberação. Exemplos são inconsistências entre as informações prestadas no formulário e nos documentos que devem ser anexados, que precisam ser corrigidos. Ogaki ressalta que o problema da demora poderá ser resolvido quando forem contratados mais funcionários para a secretaria e o sistema de aprovação de projetos for modernizado, medidas que ainda não têm prazo para acontecer.(M.F.C.)

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