Piso resistente, fácil de limpar e de tons claros são os elementos básicos para compor uma cozinha aconchegante e visualmente agradável. Na parede, as regras também não são diferentes: cerâmica ou pintura com cores claras como marfim, pérola ou branca.
As combinações desses materiais favorecem a praticidade do ambiente, pois são mais higiênicos e dão amplitude de espaço. ''A funcionalidade, item essencial para o ambiente, depende do layout e da adequação dos materiais'', frisa o arquiteto Clóvis Bohrer. Para isso, conforme ele, as peças de acabamento têm que ser devidamente escolhidas e em acordo com as necessidades de uso do cliente.
Bohrer salienta que prefere usar nos projetos de cozinha materiais que tenham bom desempenho, em vez de produtos que sejam apenas esteticamente bonitos. ''Hoje em dia existem parâmetros de qualidade e normas de segurança de algumas peças que têm de ser levados em consideração'', cita.
Segundo o exemplo do arquiteto, existem pisos com um excelente visual e que ainda oferecem resistência a manchas e à absorção de água. Outra norma que não pode ser dispensada é a resistência ao tráfego, cuja variação vai de 0 a 5. Ele orienta que para a cozinha o ideal seria usar pisos com resistência de 3 a 5 pontos. ''Com essas váriaveis a pessoa estaria bem atendida''.
Como a cozinha é uma área ''molhada'', um detalhe fundamental de acabamento é a utilização de materiais de fácil manutenção. Atualmente, destaca Bohrer os pisos de porcelanato são bastante usados, pois são bonitos e têm baixa absorção de água. Além disso, por questão de higiene e saúde, peças de cores claras são as ideais. ''Nos acabamentos de tons suaves fica mais fácil ver a sujeira'', explica.
O arquiteto Renner Túlio Martins diz que materiais com tonalidades mais fortes também podem ser aplicados no ambiente de uma cozinha. O cimento queimado, exemplica Martins, dependendo da maneira como for usado oferece um ótima aparência, além de ser um produto mais barato. ''No cimento existe a possibilidade de serem trabalhadas algumas cores e aplicados alguns detalhes em mosaico.'', destaca. Ele acrescenta que se o cimento for bem queimado, a limpeza fica mais fácil do que os pisos de cerâmica, pois não têm rejuntes.
Nas paredes, o acabamento pode ser feito com peças cerâmicas, pintura ou texturas. Pela orientação de Bohrer, nas áreas de trabalho, próximas à pia e ao fogão, o conveniente é aplicar cerâmica. Já, nas áreas secas onde estão dispostos os armários, a pintura cai bem. ''Revestimentos diferenciados deixam o ambiente muito agradável e mais leve visualmente'', aponta.
Quanto ao material das bancadas, os arquitetos são unânimes em apontar o granito como o ideal, principalmente no espaço da pia. O produto, além da beleza, oferece ótimo custo-benefício. ''Nas bancadas centrais ou dos armários, o cimento queimado e as peças de MDF podem ser ótimas alternativas'', afirmou Martins.
O MDF também se destaca como uma ótima opção de material para os armários da cozinha. ''Esse produto oferece boa resistência e possibilita o revestimento em fórmica ou PVC, os quais são fáceis de limpar'', destaca a arquiteta Luíza Bohrer. Peças de alumínio e de vidro, segundo Luíza, também têm um ótimo uso e não encarecem o projeto.

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