Contas e responsabilidade divididas
Quando chegou de Mogi Guaçu, interior de São Paulo, no começo deste ano, para começar a faculdade de economia na Universidade Estadual de Londrina (UEL), o primeiro passo de Juliano César Rosa, 22 anos, foi encontrar um lugar para morar. Na época, ele alugou um apartamento com mais dois amigos. Como já tinha experiência com os trâmites burocráticos dos contratos de locação, por já ter trabalhado em imobiliárias, Juliano exigiu que no documento todos os moradores da casa ficassem responsáveis pelo imóvel, e que os fiadores fossem os pais de cada um deles.
''Quando todos são responsáveis, ninguém fica sobrecarregado e também não sai no prejuízo'', disse o estudante. O cuidado e a experiência do rapaz fizeram com que ele e um do colegas de apartamento não fossem prejudicados quando o terceiro companheiro de república decidiu deixar o imóvel. ''O contrato que fizemos fez com ele pagasse todas as multas contratuais'', lembrou.
Por conta disso, o futuro economista aconselha aos que moram com amigos ou estão procurando pessoas para dividir o apartamente, que escolham pessoas conhecidas, de preferência da mesma cidade de onde veio, para ter alguma referência. Além disso, é preciso dividir muito bem as responsabilidades, como o pagamento de contas, para não ter briga no final.
Depois do episódio, Juliano continuou morando apenas com um amigo. Sobre a experiência de viver longe da casas dos pais, o estudante revela que o trabalho com a limpeza da casa, das roupas, responsabilidade com o pagamento das contas faz dar saudade de casa. Mas o crescimento pessoal é a maior recompensa. ''Você aprende a se virar sozinho, a cuidar das suas coisas e vive experiências que não seriam possíveis morando junto com os pais'', enfatizou.
Para Miguel Augusto Cheche Ferreira, estudante de ciência do esporte, as trocas de experiências com os sete colegas de república são ainda maiores. Os rapazes, quase todos estudantes e oriundos de Avaré (SP), eram amigos de infância. ''Nunca tivemos problema 'sérios' pois nos conhecíamos, e isso é muito importante. Não se deve morar com quem você acaba de conhecer'', alertou. Na república, todas as tarefas são bem dividas e rotativas. ''Todo mês algum de nós é o resposável por recolher o dinheiro e pagar as contas do mês'', exemplificou Miguel.
O estudante lembrou que quando eles foram alugar a residência, o maior problema que enfrentaram em relação ao contrato foi que a imobiliária exigiu um fiador que morasse em Londrina. ''Depois de muita insistência conseguimos que a imobiliária aceitasse que o fiador fosse da nossa cidade'', lembrou. Sobre as lembranças da república, que deve ser desfeita em fevereiro do próximo ano quando os rapazes terminam a faculdade, Miguel e os amigos afirmam que os melhores momentos foram as festas que promoveram. ''Já chegamos a ter mais de 300 pessoas dentro da casa'', disse. (E.Z.)





