Pelo quarto ano consecutivo, o consumo nacional de cimento cresceu em 1998, embora em ritmo menos acelerado do que no período anterior. Até o final do ano, o consumo deve chegar as 39,5 milhões de toneladas, o que representa um crescimento de quase 4%, se comparado às 38 milhões de toneladas de 1997.
No ano que vem, a recessão da economia deverá provocar, pela primeira vez desde a criação do real, uma estabilização do consumo do material. Ou, até mesmo, uma pequena queda nas vendas. A previsão é de João Batista Fiuza, secretário-executivo do Sindicato Nacional da Indústria do Cimento.
Para ele, a queda virá principalmente dos cortes feitos no orçamento da União, já que o governo federal é o maior cliente do setor. Entre 1986 e 1994, o consumo anual de cimento ficou no patamar de 25 milhões de toneladas. Em 1995, com a estabilização da moeda, saltou para 28 milhões de toneladas.
No ano seguinte, o crescimento foi de 23%, com o consumo de 34,5 milhões de toneladas. Em 1997, as vendas continuaram em alta, com quase 10% a mais.
De acordo com Fiuza, as 47 empresas do setor, que pertencem a 14 grupos, devem faturar neste ano cerca de US$ 2,9 bilhões, tendo como base de cálculo o preço de venda (ao consumidor) de US$ 75 por tonelada.
Essas empresas possuem 56 fábricas em funcionamento no País, oferecendo 25 mil empregos diretos. A capacidade produtiva instalada do setor é de 45 milhões de toneladas.
Ao longo de 1998, não houve alteração nem na distribuição do consumo nem no perfil do consumidor, segundo o sindicato. Houve um ligeiro crescimento no consumo das regiões Norte e Nordeste.
Os pequenos consumidores respondem por 50% das vendas e o restante é distribuído da seguinte forma: 25% em obras de infra-estrutura urbana, 10% em obras da construção civil habitacional, e 15% entre obras rodoviárias e construção civil industrial.

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