Construtoras projetam crescimento de até 49%
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sábado, 06 de março de 2010
Nelson Bortolin<br> Especial para a FOLHA 
No ano passado, de acordo com a Prefeitura, houve um recuo de 3% na liberação de obras realizadas na cidade. E, em 2010, segundo o Sindicato da Construção Civil (Sinduscon), deverá haver um crescimento de 10% do setor. Mas nas grandes construtoras da cidade, tanto o cenário do passado como as projeções para este ano são muito melhores. Elas alegam que vão crescer de 35% a 49%.
''Em 30 anos que atuo no mercado, nunca vi meses de janeiro e fevereiro tão bons como os deste ano'', afirma o diretor da Quadra, Luiz Carlos Moro Pires, para justificar a projeção de 40% de crescimento da empresa. ''A expectativa para 2010 é das melhores possíveis porque a gente começou muito acima da média histórica e do que esperávamos. Estamos antecipando lançamentos que estavam previstos somente para o segundo semestre.''
Segundo Pires, em outubro do ano passado, a empresa lançou o projeto de duas torres (Residencial Terra Nova) a serem construídas na Avenida Faria Lima, próximo à UEL. São 152 apartamentos de 102 metros quadrados ao custo de R$ 150 mil cada. ''Achávamos que levaríamos seis meses para vender as unidades da torre número um. Mas no final do ano já tínhamos vendido tudo.'' Em janeiro, a empresa já iniciou as vendas da segunda torre, que já teria 40% de suas unidades comercializadas.
Já o Grupo Plaenge projetou 35% de crescimento. Atualmente, segundo o diretor Alexandre Fabian, o grupo tem 1 milhão de metros quadrados em construção em Londrina e em mais sete cidades espalhadas por quatro Estados do País. ''Temos hoje 105 torres em construção e pretendemos começar a construir outras 63 neste ano'', afirma. Em 2009, foram 45 lançamentos. Os números incluem a Vanguard, empresa criada pelo grupo para atender as classes B e C.
De acordo com Fabian, a Plaenge constrói moradias que custam de R$ 190 mil a R$ 1,2 milhão, enquanto a Vanguard, de R$ 85 mil a R$ 190 mil. ''A situação da economia estável e a redução nas taxas de juros favorecem o acesso maior à habitação'', diz. Ele salienta que, principalmente no caso do Minha Casa Minha Vida, que em Londrina permite financiamento de até R$ 100 mil, o valor da prestação mensal caiu bastante. ''Como os financiamentos de imóveis são a prazos bastante longos, qualquer redução de juros tem um impacto mensal significativo.''
No Grupo A.Yoshii, a estimativa é de um crescimento de 49% na própria A.Yoshii e de 35%, na Yticon - empresa criada para disputar o mercado de imóveis mais baratos. No ano passado, a ''empresa-mãe'' construiu 44.640 metros quadrados e, em 2010, quer erguer 66.720 metros quadrados. Já a Yticon construiu 26.600 metros quadrados e a meta para este ano é de 35.900 metros quadrados.
''Devido ao crescimento da economia brasileira, há grande demanda por imóveis que representam investimento seguro, além de suprir uma necessidade básica do ser humano. Há também oferta de crédito suficiente num cenário de estabilidade'', justifica o diretor de Incorporação, Silvio Muraguchi. Segundo ele, o Minha Casa Minha Vida tem muita importância para a redução do deficit habitacional, mas apresenta deficiências. ''Há dificuldade de executar as obras dentro do preço estabelecido, prejudicando as metas do governo federal'', alega.


