Intitulado como Gestão Qualidade 2000, o programa de melhoria de qualidade, produtividade e competitividade na indústria da construção do Norte do Paraná, certifica na próxima quarta-feira, 5 de setembro, 17 empresas londrinenses do setor da construção civil construtoras e escritórios de engenharia.
Lançado há quase quatro anos pelo Sindicato da Indústria da Construção Norte do Paraná, o recebeu o apoio financeiro e a adesão institucional do Conselho Nacional de Pesquisa (CNPq), através do RHAE Programa de Capacitação de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas, do Ministério da Ciência e Tecnologia, pelo ineditismo da metodologia que seria aplicada nas atividades de impantação das etapas de Gestão Qualidade junto às empresas.
O primeiro grupo foi montado em junho de 1998, com a participação de 12 construtoras. Por 24 meses os recursos um total de investimentos da ordem de R$ 168,4 mil vieram do RHAE (que destinou R$ 93,2 mil), e do Sebrae-PR (R$ 39,8 mil), através do PATME Programa de Apoio Tecnológico às Micro e Pequenas Empresas. Com os trabalhos finalizados no final do ano passado, foram promovidas, para este primeiro grupo, além das atividades de implantação direta, palestras, visitas técnicas, work-shops, e outras atividades de divulgação tecnológica para disseminação de informações.


''Devido à diretriz de promoção de desenvolvimento técnico e produtivo do setor da construção civil a que se propõe, o Qualidade 2000, a partir de sua proposta original, previu o desdobramento de reflexos em todas as áreas da cadeia produtiva envolvida. E com os resultados obtidos pelo primeiro grupo de empresas, a nova filosofia de trabalho já se consolida e está em franca disseminação em nossa região'', avalia Luiz Fernando Covelo Silva, da Engesis Consultoria, empresa londrinense cadastrada pelo CNPq para realizar a consultoria técnica do programa.
O projeto que objetiva garantir a melhoria de produtos e processos, aumentar a competividade e, com isso, a consequente redução de custos operacionais das empresas envolvidas, montou a segunda turma em meados de 1999, estendendo o benefício também às empresas fornecedoras de projetos para o setor da construção civil. ''Afinal são empresas definidoras das características de produto, tecnologias, materiais, e processo produtivo; os meios de alcance da satisfação do cliente final'', argumenta Covelo Silva.
Com a mesma parceria das instituições promotoras, o investimento para este segundo grupo que também recebe o certificado de participação nesta próxima semana, foi de R$ 240,908,30, segundo o consultor R$ 75,6 mil foram recursos originários do Sebrae e R$ 95.468,30 destinados pelo CNPq/RHAE.
''Além de todos os benefícios diretos e imediatos, como a normatização de processos que reduzem perdas e evitam o retrabalho, o projeto atendeu às necessidades básicas solicitadas pelo mercado comprador: a qualidade do produto final'', ilustra o empresário do setor de estruturas metálicas e integrante do primeiro grupo, Sylvio de Toledo Filho.
O diretor da Montasa completa dizendo que a qualidade é uma reação em cadeia. ''E na indústria da construção civil não é diferente. Para competir e ofertar produtos com preço e qualidade compatíveis, é preciso que todos os componentes, todos os itens de montagem de uma edificação sejam produzidos simultaneamente seguindo os mesmo critérios de qualidade''.
Segundo Luiz Fernando Covelo, ''com a nova metodologia de trabalho, com controle pleno de produção, as bases para a implantação de um sistema de garantia da qualidade ao produto final já são uma realidade nestas empresas. A gestão permanente destes sistemas gera uma melhoria de produto, sentida imediatamente pelo cliente/usuário das edificações executadas'', finaliza o engenheiro civil e consultor técnico.
O programa Qualidade 2000 contou, como braço executivo, com a atuação das empresas Engesis Consultoria (Londrina) e NGI-Núcleo de Gestão e Inovação (São Paulo), e o apoio das seguintes instituições: Conselho Nacional de Pesquisa/Ministério da Tecnologia/Programa RHAE, SEBRAE-PR, Sinduscon Norte do Paraná, CEAL-Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina, UEL-Universidade Estadual de Londrina, e o ITEDES-Instituto de Tecnologia e Desenvolvimento Econômico e Social.

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