Ligia Barroso
De Londrina
Tecnologia de planejamento e produção, e controle de obras. Com o domínio dessas técnicas, quatro empresas paranaenses venceram o desafio de construir, em seis meses e com 350 trabalhadores os 21,6 mil metros quadrados da fábrica de motores da empresa automotiva Renault, recém-inaugurada no complexo industrial Ayrton Senna, em São José dos Pinhais.
O pool de empresas curitibanas parceiras foi formado pela Lavitta Engenharia Civil, que também coordenou a execução dos projetos e trabalhos realizados pela Brafer Construções Metálicas, Elco Engenharia de Obras Elétricas e Uniara Engenharia de Climatização.
Segundo José Antônio Palazzo, da Lavitta, o sucesso em velocidade – tempo 35% inferior à média das plantas industriais deste porte –, qualidade e produtividade resultou principalmente da experiência e especialização de cada empresa em seu ramo de atividade e na produção de obras comerciais e industriais.
Ao rol de fatores que permitiram agilidade à construção, somam-se ‘‘o planejamento de obras, que permite o andamento simultâneo das tarefas individuais de cada empresa; o uso de sistemas construtivos industrializados, como pilares pré-moldados, estrutura metálica e blocos de concreto para paredes; a mecanização do canteiro e o rigoroso sistema de segurança na prevenção de acidentes de trabalho.’’
Especializadas em prazos curtos de obras comerciais e industriais, as paranaenses envolvidas na obra já estão executando a fase de ampliação da fábrica. Parceiras no atendimento as multinacionais radicadas no Paraná, São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul encararam desafios similares ao da Renault nas obras da nova unidade Volvo em 97 e da instalação da Chrysler em 98.
‘‘Os resultados da Renault têm um valor especial’’, afirma o responsável técnico, engenheiro Palazzo. ‘‘A competitividade paranaense, explica, foi questionada no início da industrialização automotiva do Estado, quando o mercado regional não foi convocado para disputar as contratações.’’
Entre as maiores indústrias brasileiras de estruturas metálicas, a Brafer contou com a linha de produção automatizada para acelerar a fabricação e instalação de 760 toneladas de peças produzidas sob medida para o projeto. Responsável pela refrigeração, a Uniar contou com a vantagem da padronização ISO na produção das 100 toneladas de chapas de aço do sistema para operar 800 toneladas de ar.
Especialista em planejamento e gerenciamento de projetos hidráulicos e elétricos, a Elco implantou as redes hidráulica e de utilidades do sistema elétrico-eletrônico para atender a demanda de energia com 8 mil kilo-volt-ampéres (kva) de carga instalada para a produção dos motores Renault.

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