São Paulo - Com 780 mil metros quadrados e localizada às margens da Lagoa da Tijuca, a antiga Gleba E da Fazenda da Restinga, na Barra da Tijuca (zona oeste do Rio), ganhou ares de megaempreendimento imobiliário ecologicamente correto. Agora denominada Península, a área atraiu o interesse e investimentos de grandes construtoras de atuação nacional. Até 2028, 64 empreendimentos deverão ser erguidos por diferentes incorporadoras em apenas 8% da área total do ''novo bairro'' carioca. O espaço restante abrigará cinco jardins temáticos, um cinturão verde de preservação ambiental e dois parques com 45 mil metros quadrados cada.
A proposta da Carvalho Hosken, construtora carioca e proprietária do terreno, é criar na Península o primeiro bairro ecológico do Rio de Janeiro. Por se tratar de uma área de preservação ambiental, menos de um décimo do terreno poderá ser edificado. E foi justamente essa a deixa para o mote ecológico: as edificações serão incorporadas à paisagem do local, que, por sua vez, servirá de jardim dos novos lares. Em valores estimados, os investimentos na área podem chegar a R$ 240 milhões.
Por enquanto, oito incorporadoras de porte (Gafisa, Multiplan, RJZ, Cyrela, Comasa, Canopus, Cymbal e Via Engenharia) adquiriram lotes e os primeiros residenciais, todos verticais, têm data de entrega marcada para novembro. Embora o projeto contemple empreendimentos de médio e alto padrão, os primeiros lançamentos devem privilegiar o público de maior poder aquisitivo - dois dos residenciais que serão entregues ainda neste ano, Monet e Paradiso, o metro quadrado dos apartamentos duplex com 240 metros quadrados custa em média R$ 3,5 mil.
De acordo com o diretor de Marketing da Carvalho Hosken, Ricardo Corrêa, além dos residenciais, a chamada área edificável da Península vai comportar, nos próximos anos, um spa urbano e um espaço de náutica, além de um centro de conveniência como mini-shopping center, supermercado e drogaria, entre outros serviços. ''Apesar de a Península estar muito próxima ao Barra Shopping, queremos oferecer facilidades para quem se instalar aqui'', ressalta Corrêa.
Já para a área em que não podem ser executadas obras, foram projetados dois parques, que ocuparão 90 mil metros quadrados da Península. O Green Park contará com campo de treinamento de golfe de 18 buracos, clube, quadras de tênis, ciclovia, áreas para meditação, entre outros. O Lagoon Park, por sua vez, abrangerá espelhos d'água, trilha demarcada de três quilômetros e equipamentos de ginástica ao ar livre, entre outros atrativos.

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