Construtora prefere nomes de árvores
Na contramão das construtoras que escolhem nomes ''estrangeiros'' para deixar os empreendimentos mais sofisticados e glamurosos, a Galmo Engenharia aposta suas fichas em opções bem brasileiras. Os nomes preferidos da empresa são os de árvore e madeira, por isso não é difícil encontrar na cidade condomínios como o Acácia, o Cambuí, o Jatobá ou o Mogno.
''São nomes fáceis de gravar e totalmente ligados à cultura do País. Deixamos de lado os nomes franceses e ingleses, mas nem por isso os edifícios perderam o glamour'', frisou Antônio Galindo Moreno, proprietário da construtora. Uma outra linha de prédios da Galmo é batizada com nomes espanhóis como o Torre de Málaga e o Andorra. ''Sou descendente de espanhol, e colocar esses nomes foi uma forma de homenagear minhas origens'', ressaltou.
Além da tarefa de escolher o nome mais apropriado para um edifício, as construtoras têm o trabalho de pesquisar para ter certeza de que o nome escolhido já não existe em algum prédio da cidade. ''Estudamos várias possibilidades e também consultamos o cartório de registros para não colocarmos um nome que já existe'', disse Célia Catussi, diretora regional da Construtora Plaenge.
Segundo ela, não existe uma lei que proíba o registro de nomes iguais, mas a incorporadora está preocupada com o diferencial da obra. Outro ponto que tem que ser observado quando a construtora vai homenagear alguém que já morreu, conforme explicou Célia, é descobrir se o nome já está em domínio público. ''Se a família ou a empresa são responsáveis pelo nome, então pedimos autorização'', ressaltou Célia. Esse foi o caso do edifício Artigas.
Já quando a pessoa ainda está viva ela mesma autoriza a utilização do nome, de acordo com Célia. ''Normalmente não temos problema em batizar os condomínios principalmente quando se trata de homenagear alguém'', completou a diretora da Plaenge.(E.Z.)





