Construtora londrinense ganha prêmio nacional
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sábado, 12 de outubro de 2002
Ligia Barroso<br> Especial para a Folha 
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) premiou a Plaenge pelo desenvolvimento de um equipamento que garante ainda mais segurança para os trabalhadores da construção civil. A SerraConster foi classificada em primeiro lugar na categoria ''novas ferramentas'' no 9º Concurso Falcão Bauer de Novos Materiais, Novas Ferramentas e Novas Técnicas para Construção Civil. A divulgação nacional do prêmio ocorreu durante o 74º ENIC, o Encontro Nacional da Indústria da Construção, realizado na semana passada em Belo Horizonte (MG), reunindo mais de 700 empresários do macrosetor formado pela indústria da construção e mercado imobiliário brasileiro.
Lançado no Dia do Trabalho deste ano, o equipamento substitui a antiga serra-circular, responsável pela maioria dos acidentes que acontece nas obras. A nova serra foi idealizada e criada por meio de uma parceria entre a construtora Plaenge, a Delegacia Regional do Trabalho (DRT/MT), a Serralheria Várzea Grande (de Cuiabá), a VDS Formas (também de Cuiabá), com apoio do Sinduscon/MT e Crea/MT.
Uma das maiores vilãs dos canteiros de obras, a serra-circular já é considerada um equipamento obsoleto para a nova e técnica indústria da construção civil. Além de provocar acidentes, é também muito simples para desempenhar funções diversificadas na obra. ''O trabalhador tinha que se adequar à máquina para poder trabalhar. Com a Serraconster é a máquina que se adequa ao trabalhador'', explica o técnico em Segurança no Trabalho da Plaenge, e um dos idealizadores do projeto, Elder Franco.
Com a criação da Serraconster, a prevenção com relação à corte acidental nas mãos, dedos e braços do trabalhador é de 99% tendo em vista que as mãos não ficam expostas e é a serra que fica protegida por uma coifa que esconde o disco. Além disso, se algum ''dente'' do disco quebrar, o trabalhador não é atingido. ''O objetivo deste novo equipamento é proporcionar o máximo de segurança ao trabalhador. Vamos incentivar as outras empresas do setor para que elas também invistam neste tipo de equipamento'', destaca o técnico.
Ainda segundo Franco, ao projetar a nova serra a equipe se preocupou também com os ruídos da máquina. ''A antiga causava um ruído de 110 decibéis o ideal é que a pessoa que fica em contato com este tipo de equipamento fique exposta a somente 85 decibéis. E a nova serra reduziu o ruído em 15 decibéis'', diz ele. Outro ponto a ser destacado, conforme enfatiza o técnico em segurança, é a redução e propagação do pó-de-serragem no ambiente de trabalho, que causa irritações respiratórias e alergias. ''A Serraconster tem um aspirador que suga até 70% do pó. Antes, o trabalhador ficava em meio a uma nuvem de pó-de-serra.''
O idealizador do equipamento premiado pela CBIC argumenta também que seu custo de fabricação não é alto para os benefícios conquistados. ''O preço final do novo equipamento ficou em R$ 5.500. A antiga custava em torno de mil reais, mas queríamos fabricar uma serra que reduzisse os acidentes, fosse prática e mantivesse um custo acessível para a empresa construtora. Acredito que conseguimos atingir nosso objetivo'', finaliza Franco.


