Um sistema anti-desperdício, implantado por uma empresa de engenharia, conseguiu reduzir o custo operacional da empresa em R$ 20 milhões nos últimos dois anos. A MRV Engenharia, líder no mercado de construção residencial para a classe média no Brasil, implantou o chamado Projeto Canivete. A iniciativa consiste em cortar gorduras no dia a dia da empresa. O trabalho foi desenvolvido a partir de 671 idéias apresentadas pelos funcionários da MR.
Segundo o diretor administrativo da MRV, José Adib Simão, a primeira receita para evitar desperdícios é conhecer bem o funcionamento da empresa e ficar atento aos desperdícios. A receita do sucesso do programa, segundo o diretor, é ''esmiuçar tudo e implantar verdadeiramente uma cultura de redução de custos''.
Os princípios do Programa Canivete são aplicados em todas as áreas da empresa, desde a construção até a venda de apartamentos. Os empregados apresentam idéias para a eliminação de todo e qualquer tipo de despesas supérfluas. As idéias implantadas ao longo destes dois anos vão da redução de ligações interurbanas via celular corporativo, passando pela otimização de processos em obras, sistematização de compras e tudo o mais que a criatividade dos empregados
permitir.
Uma boa idéia implantada foi a substituição das formas de madeirite, usadas durante a obra para concretagem da laje, por formas de plástico. Esta alteração, segundo o engenheiro da MRV Evandro Souza, garantiu a economia de 30% no custo total da obra.
O novo material proporciona melhor acabamento final, redução do tempo dedicado pela mão-de-obra, ganho no fluxo de caixa (uma vez que o desembolso é feito somente no final da utilização do material) e também contribui para reduzir a quantidade de entulho gerado na obra. No término da obra, o fornecedor do produto recolhe o material no local e não há necessidade de fazer uso das caçambas de lixo. Soma-se a estas vantagens, o tempo de vida útil das formas: as de madeirite podem ser utilizadas por 10 vezes e as de plástico por cinquenta vezes.

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