Construtora ambientalmente correta
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 09 de março de 2010
Reportagem Local 
A diminuição de impactos causados ao meio ambiente passou a ser uma preocupação e uma necessidade global. A sustentabilidade do planeta só poderá ser representada pelo comprometimento efetivo com o meio ambiente. Há alguns anos, a Construtora A.Yoshii vem investindo na definição de estratégias que vão sendo incorporadas nas rotinas de trabalho e trazendo soluções que repercutem em economia de insumos ambientais e contribuem para o equilíbrio no meio ambiente.
A preocupação com a sustentabilidade não deve ser mera ação de marketing, mas um compromisso com a gestão do meio ambiente. Por isso, estamos apostando na elaboração de projetos com melhores soluções ambientais como, por exemplo, a busca do conforto térmico e acústico visando economia de energia dos empreendimentos. Algumas ações como o aproveitamento de águas de chuva e consequente redução da sobrecarga das galerias públicas podem evitar transtornos para toda a sociedade, salienta o diretor de incorporação da construtora, Silvio Muraguchi.
A decisão da empresa em reaproveitar de águas pluviais foi adotada em 2006 quando se definiu que o Residencial Rosa dos Ventos, finalizado em janeiro deste ano, seria a primeira obra entregue com o sistema. A água da chuva é levada por uma tubulação independente que faz a captação na cobertura do edifício e a direciona às cisternas que ficam no subsolo. A água é então utilizada para limpeza dos pisos do térreo e para regar jardins. No Rosa dos Ventos, as cisternas de águas pluviais tem capacidade de armazenamento de 30 mil litros de água.
A água que excede a capacidade de captação das cisternas é desviada para a rede pública. Com a adoção deste sistema, além da redução dos custos de condomínio com o consumo de água, diminui-se também o volume de água enviado para a rede pública, minimizando problemas como o transbordamento de bueiros e alagamento de ruas, afirma Leonardo Schibelsky, engenheiro da A.Yoshii.
Cada vez mais, tanto empresas quanto consumidores estão se conscientizando da necessidade da redução do consumo de energia e do uso de materiais renováveis. A A.Yoshii tem utilizado a energia solar para aquecimento de água de piscinas e temos nos empenhado em estudos que buscam um maior aproveitamento desta fonte de calor, destaca. Os sensores de presença já são utilizados pela construtora há mais de dez anos, trazendo economia significativa de energia e praticidade para o dia a dia.
Separação de resíduos
A grande preocupação hoje é com o destino final dos resíduos gerados nas obras. Há mais de seis anos a A.Yoshii já classifica e separa os resíduos produzidos nos canteiros. Sempre nos preocupamos em direcionar o máximo possível de resíduos como sobras de madeira, papel, aço, plástico, óleo, entre outros itens, à reciclagem. No edifício Dolce Vitta, entregue no ano passado, os funcionários da obra venderam os resíduos separados e doaram o valor arrecadado ao Hospital do Câncer por iniciativa própria, exemplifica Schibelsky.
Muitos resíduos são destinados ao Criando Arte, projeto do Instituto Atsushi e Kimiko Yoshii. Lá são realizados cursos de artesanato com a utilização de revestimentos cerâmicos para a fabricação de mosaicos. Sobras de tinta e textura, além de barricas de tintas e massa corrida, são utilizadas na criação de peças como cachepôs, cestas e vasos. Sobra de rejuntes e recortes de assoalhos também viram artesanato. Os materiais são transportados para a sede do Instituto pelos caminhões da A.Yoshii.
Lâmpadas fluorescentes
Desde o final do ano passado, a construtora A.Yoshii, em parceria com a BAP Light, certificada pelo IAP, está realizando a coleta de lâmpadas fluorescentes de clientes e colaboradores no show room da empresa, na avenida Madre Leônia Milito. A média de coleta tem sido de 500 lâmpadas por mês.
As lâmpadas fluorescentes contêm substâncias químicas como o mercúrio, um metal pesado que, uma vez ingerido ou inalado, causa efeitos graves ao sistema nervoso. Ao romper-se, uma lâmpada fluorescente emite vapores de mercúrio que são absorvidos pelos organismos vivos, contaminando-os. E, se forem lançadas em aterros, as lâmpadas contaminam o solo e, mais tarde, os cursos dágua, chegando à cadeia alimentar.
Ainda que o impacto sobre o meio ambiente causado por uma única lâmpada seja desprezível, o somatório das lâmpadas descartadas anualmente (cerca de 40 milhões só no Brasil) tem efeito sensível sobre os locais onde são dispostas, afirma Schibelsky. Em termos de eficiência, as lâmpadas contendo mercúrio são mais vantajosas que a incandescente por possuírem vida útil 4 a 15 vezes maior, com redução no consumo de energia de cerca de 80%.
Na A.Yoshii, após a coleta, as lâmpadas passam por uma descontaminação ainda no show room. A BAP Light, utilizando uma máquina específica no próprio local, quebra as lâmpadas e absorve o mercúrio contido nelas. Após a limpeza, o material é levado e reutilizado na fabricação de outros produtos. O vidro, por exemplo, é concentrado em grandes quantidades e transformado em tintas para estradas. Esse processo é realizado na empresa Revita Vidros, de Londrina. O alumínio extraído das lâmpadas fluorescentes também pode ser reaproveitado.


