Célia Baroni
De Londrina
O crescimento do mercado da construção civil não está apenas nos números - 2% só no primeiro quadrimestre deste ano - que embalam o otimismo do setor. Está no ânimo que movimenta as feiras de construção em todo o País. Um exemplo é a Construminas, que acontece esta semana (de terça a sexta-feira), no Expo Minas -Centro de Feiras e Exposições de Minas Gerais. Durante o evento, 60 empresas vão expor os mais recentes lançamentos da indústria e comércio. O participantes poderão ainda assistir a palestras, conferências e debates setoriais.
Os organizadores acreditam que cerca de 30 mil pessoas, entre visitantes e profissionais, deverão passar pela Feira durante os quatro dias do evento. O setor mais forte será o de cerâmicas e revestimentos.
José Augusto Motta Castanheira, presidente da Acomag- MG, ressalta que a iniciativa vem de para fortalecer o crescimento do mercado do setor de cerâmicas do estado verificado nos últimos três anos. ‘‘Isto é reflexo direto do aumento do nível de qualidade e estética dos nossos revestimentos’’, frisa.
A perspectiva de crescimento e importância do mercado mineiro é confirmada pela presença de empresas de outros estados no evento. A Cerâmica Gyotoku, de Suzano (SP), participa da Construminas com o maior estande da feira. ‘‘A Gyotoku está apostando na capacidade de crescimento do mercado mineiro. Vamos intensificar os contatos com os revendedores e investir em ações de marketing’’, afirma Tommaso Cerbasi, diretor comercial da empresa. Durante a Feira, a empresa vai apresentar toda a sua linha de produtos, dando destaque à linha coordenada e à de complementos.
A Associação Nacional dos Comerciantes de Materiais de Construção-Anamaco dá seu aval ao otimismo do setor. A entidade trabalha com a expectativa de um crescimento desde mercado de 8% em números de venda até o final do ano. O mesmo ânimo domina a Associação Nacional dos Fabricantes de Cerâmica para Revestimento-Anfacer. Os fabricantes brasileiros estão felizes. O setor registrou um crescimento de 4,53% na produção em relação a 98, e a produção subiu para 400,7 milhões de metros quadrados de revestimento cerâmico. Hoje, o Brasil é o 4º maior produtor de revestimento cerâmico do mundo, com um faturamento interno de R$ 1,96 bilhão no mercado interno.
Não é à toa que o setor está animado. A nova política de habitação está trazendo mais investimentos do governo federal para a construção de imóveis populares, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro. Aliado à simplificação para obter financiamentos em bancos estaduais e privados para construção, reforma e ampliações, o setor tem tudo para avançar de ‘‘vento em popa’’.
Outro fator que deixa os empresários de cerâmicas e revestimentos otimistas é a tendência cada vez maior dos consumidores substituírem pisos de madeiras e pedras pela cerâmica. A venda de azulejos e pisos cerâmicas registraram um aumento de 1,78% no primeiro quadrimestre e até o final do ano deverá apresentar um faturamento 3% maior que em 98. Segundo a Anfacer, a região Sudeste consome 56% da cerâmica produzida no País; o Sul responde por 19% do consumo; o Nordeste por 12%; o Centro-Oeste, por 9% e a região Norte consome 4%.

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