Construir está cada vez mais difícil, aponta pesquisa
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sábado, 28 de junho de 2003
Da Redação 
Rio de Janeiro - Os empresários da construção civil do Rio não estão tão otimistas quanto ao crescimento econômico do País. Para 60% deles a economia brasileira não crescerá nos próximos meses. É o que mostra pesquisa realizada pelo Departamento Técnico do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado do Rio de Janeiro (Sinduscon-Rio) junto às empresas associadas.
Em relação à taxa de inflação, 50% dos entrevistados acreditam que ela cairá neste semestre, e os outros 50% acham que ela vai se manter elevada. E 60% não crêem no sucesso das contas externas brasileiras.
No âmbito da empresa, a expectativa também não é animadora: 51,9% acham que a participação de sua empresa no mercado não crescerá brevemente; e apenas 29,5% enfatizaram que têm previsão de contratações de novas obras. Mas a maioria (63,5%) espera um recuo na rentabilidade das empresas para o próximo bimestre.
Além das perspectivas do mercado, o estudo faz uma avaliação dos resultados dos últimos três meses. Em relação à contratação de mão-de-obra, em 70,5% das empresas não houve aumento no quadro de trabalhadores. A participação da empresa no mercado também não foi positiva para cerca de 55,1% dos entrevistados. Segundo o diretor executivo do Sinduscon-Rio, Antônio Carlos Mendes Gomes, ''a pesquisa revela com realismo o quadro recessivo que atinge o setor.''
Além disso, 60,3% dos construtores apontam crescimento das despesas em suas empresas. Segundo eles, um dos fatores causadores deste aumento é o alto custo de empréstimos para financiamento. Com isso, as empresas vêm sentindo os reflexos de retração do mercado e de elevação nos custos financeiros, atestado por 63,3% das respostas.


