Construir, a melhor saída para a crise
PUBLICAÇÃO
sábado, 13 de março de 1999
Ligia Barroso 
Quinze entidades do mercado imobiliário e da indústria da construção civil paranaense apostam no desenvolvimento do construbusiness como a melhor saída que o País pode dispor para reverter o cenário de crise, estimular a geração de empregos e ainda promover um salto social e econômico.
Lançado com o documento Construir é a solução, representantes do movimento estiveram em Brasília com o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, em busca de maiores estímulos para toda a cadeia produtiva da construção. Fundamentados em dados do próprio IBGE (o construbusiness representa cerca de 15% do PIB), o setor acredita que, pelo seu potencial de impulso à economia brasileira, pode ser estratégico na solução da crise e retomada do desenvolvimento.
Além de reforçar antigas reivindicações, nossa proposta mostra principalmente a força do setor e sua capacidade de reverter o elevado índice de desemprego, argumenta o presidente do Sinduscon Paraná (Curitiba), Eliel Lopes Ferreira Júnior. Segundo ele, cada emprego direto na construção civil gera mais quatro indiretos na cadeia produtiva. E para cada um milhão de reais investidos em canteiros de obras, são criados 163 postos de trabalho diretos e indiretos, diz o empresário lembrando que algumas das piores crises mundiais deste século foram resolvidas com políticas de estímulo à construção e obras de infra-estrutura.
Ao ministro Dornelles, os parananenses pediram também mudanças na legislação trabalhista para atender às novas necessidades do mercado de trabalho. Ela está ultrapassada e não favorece a produção; precisa ser alterada para abrir espaços a novas formas de contratação, enfatiza Eliel Lopes. Além disso, para servir de efetiva solução para a crise, a cadeia produtiva da construção civil carece de parceria política que reverta os problemas responsáveis pelo engessamento do setor, ressalta.
No Construir é a solução, documento que está sendo enviado também a parlamentares e autoridades da área econômica, os paranaenseses somam à legislação adequada, outras necessidades emergenciais: juros aceitáveis, redução de carga tributária, política de financiamento habitacional e projetos de infra-estrutura ao sistema econômico.


