Quinze entidades do mercado imobiliário e da indústria da construção civil paranaense apostam no desenvolvimento do construbusiness como a melhor saída que o País pode dispor para reverter o cenário de crise, estimular a geração de empregos e ainda promover um salto social e econômico.
Lançado com o documento Construir é a solução, representantes do movimento estiveram em Brasília com o ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, em busca de maiores estímulos para toda a cadeia produtiva da construção. Fundamentados em dados do próprio IBGE (o construbusiness representa cerca de 15% do PIB), o setor acredita que, pelo seu potencial de impulso à economia brasileira, pode ser estratégico na solução da crise e retomada do desenvolvimento.
‘‘Além de reforçar antigas reivindicações, nossa proposta mostra principalmente a força do setor e sua capacidade de reverter o elevado índice de desemprego’’, argumenta o presidente do Sinduscon Paraná (Curitiba), Eliel Lopes Ferreira Júnior. Segundo ele, cada emprego direto na construção civil gera mais quatro indiretos na cadeia produtiva. ‘‘E para cada um milhão de reais investidos em canteiros de obras, são criados 163 postos de trabalho diretos e indiretos’’, diz o empresário lembrando que algumas das piores crises mundiais deste século foram resolvidas com políticas de estímulo à construção e obras de infra-estrutura.
Ao ministro Dornelles, os parananenses pediram também mudanças na legislação trabalhista para atender às novas necessidades do mercado de trabalho. ‘‘Ela está ultrapassada e não favorece a produção; precisa ser alterada para abrir espaços a novas formas de contratação’’, enfatiza Eliel Lopes. ‘‘Além disso, para servir de efetiva solução para a crise, a cadeia produtiva da construção civil carece de parceria política que reverta os problemas responsáveis pelo engessamento do setor’’, ressalta.
No Construir é a solução, documento que está sendo enviado também a parlamentares e autoridades da área econômica, os paranaenseses somam à legislação adequada, outras necessidades emergenciais: juros aceitáveis, redução de carga tributária, política de financiamento habitacional e projetos de infra-estrutura ao sistema econômico.

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