Construção residencial 100% a seco
PUBLICAÇÃO
sábado, 21 de setembro de 2002
Ligia Barroso<br> Especial para a Folha 
São quase 800 metros quadrados de área edificada totalmente em dry wall, em terreno do Condomínio Royal Golf (Londrina), demonstrando que a construção a seco também é tecnologia que pode ser usada integralmente em projetos arquitetônicos residenciais arrojados e de alto padrão. Ou seja, em obras em que o fator economia não é dimensionado apenas como um ganho financeiro que será obtido a médio e longo prazos, mas entendido como um dos novos instrumentos tecnológicos da engenharia para os ganhos imediatos com a qualidade e o conforto da moradia.
A execução e acompanhamento técnico da residência de dois pavimentos, que tem projeto assinado pelos arquitetos Marcos Maia e Gilmar Mazari, está a cargo do engenheiro civil Gustavo Campos, da Construtora Engecampos (Londrina), que apontou o uso do dry wall como uma solução construtiva compatível à obra e aos desejos de moradia do proprietário menor tempo de construção; ambientes com grandes vãos, sem vigas estruturais centrais que delimitam aleatóriamente muitos dos espaços internos; racionalização no uso de materiais; diversidade em acabamentos; conforto térmico para reduzir consumo de energia e o uso de ar condicionado, priorizando a ventilação natural; e isolamento acústico, principalmente em áreas privativas como dormitórios, salas de música e home theater, e de serviços.
''E esse sistema possibilita conseguir tudo isso'', argumenta o engenheiro que executa a obra em parceria com outras duas empresas coligadas à construtora: a Brasgips, como fornecedora dos produtos e insumos para construções a seco, e a Diviplus, responsável pela instalação. Campos enumera alguns dos recursos usados para a otimização da obra que, agora em fase final de acabamento, tem tempo total de construção estimada em 10 meses pelo menos 14 meses a menos que uma construção convencional deste mesmo porte.
''Para garantir este e outros ganhos, utilizamos o concreto apenas nas lajes de piso (a fundação é radier, e piso superior em protendida) e em pilares estruturais periféricos e centrais indispensáveis. As paredes internas são em gesso acartonado e as externas, de fechamento, são painéis de placas cimentícias, instaladas em estruturas (perfis) metálicas com manta de lã de vidro entre elas. Paredes que asseguram o conforto termo-acústico; um nivelamento perfeito e a eliminação dos custos de insumos e mão-de-obra com chapisco, emboço e reboco; e ainda possibilita a aplicação de diversos tipos de revestimentos ou a montagem perfeita dos ângulos e curvaturas solicitados em projeto''.


