A manutenção do bom desempenho do setor da construção - depois de ter enfrentado estagnação nos últimos 20 anos - depende principalmente das linhas de crédito prometidas esta semana pelo governo, mas também de um ‘‘choque de otimismo’’ que permita manter o nível de atividade na cadeia da construção civil, avalia o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Produtos de Cimento (Sinaprocim/Sinprocim), José Carlos de Oliveira Lima. Ele é também vice-presidente e diretor do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp).
  ‘‘Embora tenhamos obtido um bom crescimento da construção nos dois últimos anos, o que é bom para o Brasil do ponto de vista econômico e social, é necessário que se mantenha o nível de investimento atual, sobretudo no âmbito do PAC e na continuidade do crédito’’, afirma Lima. Ele acrescenta que a manutenção e o reforço dessa agenda positiva poderão ser capazes de produzir efeitos anticíclicos que minimizem os impactos da crise sobre a atividade econômica no Brasil.
  Oliveira Lima, que presidirá, na próxima quinta-feira a entrega do Prêmio Qualidade 2008, considerado o ‘‘Oscar da Construção’’, na sede da Fiesp, em São Paulo, também disse que um grande passo, que fortalecerá ainda mais o setor, é a proposta de ‘‘Política Industrial para a Construção Civil’’, lançada pelo Departamento da
Indústria da Construção (Deconcic), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).
  ‘‘Esse documento estabelece normas claras e objetivas para orientar o crescimento da construção civil rumo a um processo de inovação e capacitação de mão-de-obra que precisamos adotar neste momento de crise internacional, para superarmos essa situação’’, explicou.

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