Construção civil já cresceu 5% neste ano
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domingo, 17 de dezembro de 2006
Andréa Lombardo<br> Equipe da Folha 
Curitiba - A retomada do crescimento da construção civil, este ano, abriu uma janela para um cenário de otimismo em relação a 2007. Até setembro, o setor cresceu 5%, resultado bem mais positivo que a indústria (2,7%) e o Produto Interno Bruto (PIB), que acumulou alta de 2,5%. A expectativa é de que o volume de recursos destinados ao setor - poupança e Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)-, em todo o País, tenha um acréscimo de, pelo menos, 18%, passando dos R$ 15,5 bilhões aplicados, este ano, para próximo de R$ 18,3 bilhões, em 2007.
Considerando a média histórica de produção imobiliária, o Paraná deve absorver entre 6% e 7% do total de recursos, o que daria em torno de R$ 1,1 bilhão ou R$ 1,28 bilhão. O volume que ficará no Estado pode ser maior ou menor, de acordo com a demanda.
Os números foram apresentados na semana passada pelo presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil no Paraná (Sinduscon-PR), Júlio Cesar de Souza Araújo Filho. Segundo ele, até outubro foram investidos no Estado, R$ 468 milhões de recursos do FGTS (volume 21% maior do que o investido em 2005). Os financiamentos com recursos da poupança somaram R$ 278 milhões, até setembro, o que representou um aumento de 157,4% na comparação com o ano inteiro de 2005.
O maior aporte de recursos, este ano, e a adoção de taxas fixas de juros pelas instituições financeiras, estimulando os financiamentos de imóveis, representaram uma luz no fim do túnel para a indústria da construção. O que ainda não agrada o setor, destacou Araújo Filho, é a proporção de recursos do FGTS e poupança repassados à produção imobiliária: 26% e 22%, respectivamente. Ele defende um equilíbrio entre os recursos destinados ao setor produtivo e mutuários.
Outro aspecto que, também, favoreceu o clima de otimismo no setor foi o aumento da produção imobiliária. No mercado curitibano, por exemplo, a produção imobiliária deve fechar 2006 com cerca de 1,3 milhão de metros quadrados construídos, aproximando-se da média de 1,5 milhão registrada no final da década de 90. O resultado é 35% superior ao obtido no ano passado. ''Em uma economia estável, talvez, estivéssemos com 2 milhões de metros quadrados. Mas, eu fico feliz porque é uma produção que está atendendo o mercado'', ponderou Araújo Filho.
O crescimento da produção refletiu no aumento do emprego na construção civil, que entre 2001 e 2003, havia registrado perda de aproximadamente 12 mil postos de trabalho. Até outubro deste ano, o setor acumulou saldo de quase 7,7 mil vagas, o que representou crescimento de 12,4%. ''O que é importante é que foi um ganho formal, com carteira assinada'', acrescentou Araújo Filho.


