Da Redação
Se os investimentos do governo federal no setor da construção civil fossem equivalentes aos aplicados, por exemplo, na indústria automobilística, o déficit habitacional do País seria rapidamente reduzido dos atuais 5,5 milhões de moradias para aproximadamente 1 milhão. A informação é do consultor Luiz Nelson Porto Araújo, da Trevisan Consultores, que apresentou em Curitiba semana passada, os resultados do mais recente estudo sobre a cadeia produtiva da construção.
O evento Construbusiness 99 – Habitação, Infra-Estrutura e Emprego foi promovido pelo Sinduscon Paraná. Dirigindo-se aos empresários associados e representantes de todas as entidades ligadas à cadeia produtiva da indústria da construção civil, Porto Araújo lembrou que a excessiva burocracia brasileira continua sendo um entrave para o setor.
‘‘As cobranças feitas por cartórios, os encargos trabalhistas, os impostos que incidem em cascata, a falta de uma maior garantia jurídica, são problemas específicos do Brasil, e que representam uma sobrecarga muito grande para o setor’’, explicou.
Apontando o exemplo dos Estados Unidos, onde um dos principais indicadores da economia é o índice de construção de moradias, o consultor da Trevisan disse que isto não existe no Brasil, apesar dos inúmeros índices adotados na economia interna. ‘‘A indústria da construção, há até bem pouco tempo dispunha de raras informações estatísticas, salvo as exceções de sempre, como o Sinduscon, ABCP, Secovi e algumas poucas entidades. Mas esta realidade está sendo modificada, principalmente com ações como a do construbusiness’’, completa.
Durante o encontro, o presidente do Sinduscon-PR, Eliel Lopes Ferreira Júnior, ressaltou que ‘‘investir na cadeia produtiva da construção é a melhor alternativa para o Brasil reverter a atual crise, estimulando a geração de empregos e promovendo um salto social e econômico’’. E o presidente da ABCP, Francisco Esteban, enfatizou que o Paraná é um Estado pioneiro na adoção do construbusiness, destacando que o setor é responsável por mais de 15% do PIB estadual – o número Brasil, é 14,8%, aproximadamente R$ 128 bilhões.Empresários ressaltam que o setor responde por 14,8% do PIB nacional, ou seja, R$ 128 bilhões
DivulgaçãoDEBATE Luiz Nelson Porto Araújo, da Trevisan Consultores, coordenou encontro sobre construbusiness, em CuritibaArquivo FolhaEliel Ferreira, presidente do Sinduscon: ‘‘Investir na cadeia produtiva da construção é a melhor alternativa para o Brasil reverter a atual crise, estimulando a geração de empregos e promovendo um salto social e econômico’’

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