Consórcio é alternativa para obras paradas
PUBLICAÇÃO
sábado, 17 de setembro de 2005
Maigue Gueths<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Entrar em consórcio para finalizar obras paradas pode ser uma alternativa vantajosa para quem está sem recursos para terminar sua construção. Prova de que essa modalidade de aquisição ou de construção de imóveis vem conquistando cada vez mais usuários é o crescimento do setor. O mercado de consórcios cresce cerca de 40% por ano, de acordo com o Sindicato dos Corretores de Imóveis do Estado do Paraná (Sindimóveis-PR).
''Vários clientes iniciam a obra, param por alguma contingência e precisam de uma linha de crédito. Em vez de recorrer a financiamento, que é mais caro e de acesso mais difícil, estão preferindo os consórcios'', diz o diretor comercial de Consórcios Apolar e do Consórcio Nacional Embrancon, Paulo Fagundes. Outro caso comum são clientes que adquirem o terreno, mas depois não têm recursos suficientes para a construção.
Ele explica que, ao iniciar a obra, a pessoa normalmente tem um projeto com um cronograma físico e financeiro. Com o consórcio, ela pode dar um lance e continuar sua obra em seguida. ''A população ainda não sabe que a forma mais barata de construir é por meio do consórcio, já que não trabalha com juros, não tem os custos de um financiamento'', concorda Gilson dos Santos Bittencourt, sócio-proprietário da Patrimônio Real, ressaltando, ainda, facilidades como a não exigência de comprovante de renda e não necessidade de fiador.
Como exemplo, cita o caso de uma pessoa que queira construir uma casa no valor de R$ 60 mil e dispõe de apenas R$ 40 mil. ''Ela entra em um consórcio, dá os R$ 40 mil de lance e recebe R$ 20 mil para terminar a obra'', diz Bittencourt. Nesse caso, em um plano de carta de crédito de R$ 60 mil para quitação em 125 meses, e prestações iniciais de R$ 556,80, restariam mais 53 parcelas a quitar, ou seja, um saldo de R$ 29.510,00. Incluindo a taxa de administração cobrada, no final ele pagará um percentual de 0,89% ao mês. ''É o equivalente a uma poupança. Se fosse um financiamento os juros seriam bem maiores, de pelo menos 12% ao ano maia a TR'', diz.


