Consórcio de imóveis cresceu 40%
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domingo, 08 de janeiro de 2006
Reportagem Local 
As significativas mudanças no comportamento do consumidor brasileiro que, preocupado com o real custo dos produtos pesquisa e compara preços e observa as taxas de juros, têm atraído para o sistema de consórcios os compradores de imóveis em busca de opções mais seguras para as compras planejadas de médio e longo prazos.
Com a oferta de cartas de créditos para aquisição, construção ou reforma de imóveis urbanos (residencial, comercial e industrial) ou rurais (lazer ou de produção), o número de novos consorciados não pára de crescer.
Segundo o último levantamento divulgado pela Associação Brasileira de Administradoras de Consórcios (Abac), entre janeiro e novembro de 2005, foram comercializadas 169,1 mil novas cotas, 41,7% a mais que as 119,3 mil no mesmo período do ano de 2004. O total de participantes ativos na carteira imobiliária, em novembro passado, chegou aos 309,6 mil - 40% superiores aos 221,1 mil do mesmo mês de 2004. E o volume de contemplações também cresceu: foram 30,7 mil contemplados nos 11 meses de 2005, 27,4% mais que em 2004.
''Hoje, com mais de uma centena de administradoras participando desse segmento do sistema, estamos contemplando cerca de 2,8 mil consorciados por mês. Acreditamos que a escolha pelo consórcio como forma de aquisição de bens tem sido um grande alavancador para o setor de imóveis'', diz Rodolfo Montosa, presidente nacional da Abac. Ele observa que levantamentos preliminares junto aos agentes financeiros do sistema habitacional indicam que a cada três imóveis adquiridos no país através de linhas de crédito, um é comprado pelo sistema consórcio.
Para Montosa, a maturidade do mercado é a principal razão do número recorde de vendas atingido nos últimos sete anos. O consumidor tem pesquisado, analisado e comparado custos por ocasião de uma compra com pagamento parcelado, seja ela de um imóvel, automóvel ou de um eletroeletrônico. ''As diferenças desembolsadas aliadas à não necessidade imediata do bem têm levado o comprador, pessoa física ou jurídica, a preferir os consórcios, uma alternativa inteligente, mais econômica e a mais eficiente, já que nele não há parcelas intermediárias, nem resíduos e muito menos juros'', argumenta o presidente da Abac. Montosa projeta crescimento de 10% em 2006, para todos os segmentos do sistema de consórcios.
Em todo o setor, o volume negociado em 2005 deverá superar R$ 19 bilhões (em balanço que será fechado até o final de janeiro). ''Esses dados, esclareceu Montosa, ''confirmam por si só o quanto o sistema está consolidado na economia, faltando apenas uma legislação específica.''


