O censo de 2005 apontou que a faixa etária média dos corretores de imóveis é de 46 a 55 anos. São pessoas que já trabalharam muito tempo em uma área e, por conta da insatisfação profissional ou desemprego, decidiram intermediar transações imobiliárias para ganhar um dinheiro extra. Entretanto, o Conselho Federal dos Corretores de Imóveis (Cofeci) prevê que daqui a alguns anos a profissão terá um perfil mais jovem, visto que atualmente muitos estudam para serem corretores de imóveis.
Depois de trabalhar durante 26 anos em banco, Carmem Galafassi decidiu abandonar a função de gerente de contas e trabalhar como corretora de imóveis. ''A mudança ocorreu há um ano e três meses. Tinha tirado o Creci há oito e de vendedora de dinheiro passei a negociar imóveis'', conta. História semelhante tem Edson Garcia de Lima. Após trabalhar 30 anos no setor de telecomunicações, o corretor trocou de profissão há sete anos. Ambos consideram-na gratificante, apesar da instabilidade (ambos são autônomos) e da necessidade de estarem sempre de prontidão para atenderem o cliente muitas vezes fora do horário comercial. ''Sinto-me satisfeita quando percebo que realizei o sonho do cliente'', confessa Carmem.
Os corretores enumeram conhecimento, ética, honestidade e persistência os principais atributos para exercer dignamente a profissão. ''O maior desafio é regularizar a documentação do imóvel, averiguar os aspectos legais envolvidos na transação, porque exige conhecimentos jurídicos, financeiros e de marketing na venda. Ou seja, o corretor atua de ponta a ponta'', justifica Lima.
Segundo os corretores, apesar da profissionalização da categoria, do sindicato atuante, de um conselho que fiscaliza o exercício ilegal da profissão (Creci) e das leis e Código de Ética existentes, ainda há muitos pessoas que atuam sem o credenciamento. ''Infelizmente, ainda há ''picaretas'' que contribuem para a visão preconceituosa que alguns ainda têm da profissão'', lamenta Carmem. (C.V)

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