Custo baixo, alta liquidez e retorno quase imediato ao final da obra são os principais atrativos dos conjuntos comerciais para o investidor. O agrupamento de pequenas lojas ou prestadores de serviço no mesmo imóvel é cada vez mais comum em Londrina. Segundo os locatários, a isenção de condomínio, o rateio de certas despesas e a proximidade com o cliente são as principais vantagens deste modelo imobiliário. ''Nosso consumidor gosta de apreciar as vitrines enquanto passeia. É uma questão cultural. Por isso, as galerias (corredores de lojas instaladas no mesmo prédio) não 'pegaram' aqui'', opinou o gerente de locação da Raul Fulgêncio Negócios Imobiliários, Junior Machado.
Quem circula pelo centro da cidade, provavelmente, já observou a construção e o aparecimento de vários conjuntos de salas comerciais. Um deles é o Condomínio Pátio Espírito Santo, que fica na esquina das ruas Hugo Cabral e Espírito Santo (área central). O terreno de 725 metros quadrados foi dividido em cinco lojas no térreo e cinco escritórios no primeiro andar.
''Aproveitamos uma área de 140 metros quadrados, localizado no interior do imóvel, para instalar um auditório de 80 lugares que, semanalmente, é usado por um curso de pós-graduação, mas tem horário disponível para outros eventos'', disse José Nivaldo Saconatto, sócio-proprietário e administrador do empreendimento. Segundo ele, as condições do terreno não eram propícias à construção de um edifício residencial porque atualmente os clientes reivindicam uma área de lazer maior.
Naquela região, este requisito está em falta. Esta é a razão dos novos condomínios surgirem longe do centro. ''Além disso, uma obra de médio porte necessitaria mais dinheiro'', explicou o investidor, que entregou a obra há cerca de 60 dias.
A empresária Deise Luci Neves Hernandes estreou o imóvel com a instalação de uma loja de roupas infanto-juvenis que funcionava em outro conjunto comercial há oito anos. De acordo com ela, o novo endereço possui o dobro de espaço do anterior e localização melhor. ''O aluguel é 30% maior, mas acredito que a mudança será compensatória. Os clientes antigos voltaram a frequentar o estabelecimento e novos estão aparecendo. Espero com isso vender 40% a mais neste Natal'', disse Deise.
A franqueada Kátia Françoso escolheu outro conjunto comercial para instalar um estabelecimento de roupas esportivas e garante não se arrepender da escolha. ''O ponto é muito bom e a extensão das vitrines chama a atenção do público. Chegamos a pensar em trabalhar num shopping, mas o custo operacional é muito alto e ainda teríamos uma concorrência solidificada no local'', disse a ex-operadora de call center.

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