Condomínios universitários garantem ocupação permanente
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domingo, 04 de fevereiro de 2007
Betânia Rodrigues<br>Reportagem Local 
Resultado da tradição no ensino pré-vestibular e universitário, diversos setores da economia londrinense desfrutam da movimentação de estudantes de outras localidades. Nas redondezas de colégios e universidades, a demanda por apartamentos de um e dois quartos é constante. Um mês antes do início das aulas na Universidade Estadual de Londrina (UEL), os condomínios vizinhos registram uma ocupação de 60%.
''Em poucos dias, atingiremos o índice máximo de locação. Essa rara disponibilidade de unidades ocorre somente nessa época, quando muitos universitários concluem o curso e saem de Londrina ou encerram o contrato'', disse Evelise Lima Moreira, sócia-proprietária da Central de Atendimento ao Estudante e Moradia (CAEM), que comercializa, administra e aluga 95% dos 850 apartamentos distribuídos nos residenciais Parque Universitário I, II e Universiflat.
Segundo Vitória Dinardi de Assis, proprietária da imobiliária Assis, que loca as unidades restantes desses empreendimentos, a vantagem de morar a 50 metros da UEL é a economia financeira (redução no transporte e aluguel), tempo e energia. ''Outro benefício é a área de lazer com salão de festas, churrasqueira, piscina, sala de ginática e jogos. Em qualquer bairro, esses equipamentos são encontrados apenas em condomínios de padrão médio, apartamentos maiores e taxas de manutenção mais altas'', afirmou.
Para Jeise Cristina Alves, 21 anos, estudante de Serviço Social, a infra-estrutura comercial da vizinhança é suficiente no dia-a-dia. ''Quando precisamos de algo mais, basta pegar um ônibus até o Centro ou shopping'', comentou a jovem enquanto cumpria um trabalho temporário na CAEM. No prédio contíguo ao dela, morava Túlio Sanches Esteves Pinto, 23 anos. Acostumado ao movimento de São Paulo (capital), ele estranhou o sossego da região e o acesso difícil a outros serviços. ''Faltava mais convivência com a cidade. Quem precisa trabalhar como eu, sofrerá com a distância. Mas, é claro, que algumas pessoas gostam desse isolamento'', comentou o rapaz, que mudou-se para o Centro, no final de janeiro.
Na opinião de Vitória, a agitação noturna da cidade é o maior atrativo para os estudantes que deixam as proximidades da UEL. ''Eles querem frequentar bares, boates e ouvir música até altas horas, passatempos complicados nesses condomínios''.


