Conforto e segurança estão levando as pessoas a buscar uma alternativa ainda recente de moradia, os condomínios horizontais. Na zona sul de Londrina, vários lançamentos aconteceram este ano, entre eles o residencial Alphaville, Royal Tennis Residence & Resort e Sun Lake Residence (ver matéria nesta página). Para o presidente do Clube de Engenharia e Arquitetura, Luiz Paulo Bombassaro, ''os condomímios horizontais são a nova tendência do mercado imobiliário''.
A oferta de lotes residenciais está movimentando o mercado da construção civil. Seja materiais para a construção ou profissionais ligados à área, todos estão lucrando. ''A expectativa sempre é positiva no que se refere ao mercado imobiliário. A construção de um prédio exige um profissional da engenharia e um de arquitetura. No caso dos condomínios horizontais, cada residência precisa desses profissioais o que aumenta a geração de oportunidades'', salienta Bombassaro. E ele ainda destaca: ''Toda a cadeia produtiva da indústria da construção civil ganha com o incremento da construção''.
O presidente do Sindicato das Indústrias da Construção Civil (Sinduscon), José Roberto Hoffmann, contabiliza o aumento das posições no mercado de trabalho. ''Temos cerca de dois mil lotes na região sul da cidade. Se você estima que 25% desses lotes iniciem a construção e que cada obra tenha de cinco a seis profissionais, são três mil pessoas incorporadas ao mercado de trabalho em 2003''. Para o mercado de materiais de construção a expectativa também é positiva. Segundo Hoffmann, o custo médio de cada obra nos condomínios horizontais é de R$ 150 mil. ''Se tivermos 500 casas em construção, entre mão-de-obra e materias, o mercado vai movimentar cerca R$ 75 milhões'', estima.
O presidente da Associação dos Comerciantes de Material de Construção (Acomac), Adriano Montanari, também acredita no aumento das vendas. ''O movimento maior é de material pesado como areia, terra, tijolos. Mas como são loteamentos de alto padrão, movimenta também produtos de primeira linha'', afirma. Ele acrescenta que esse aumento também será sentido no ano de 2004. ''Alguns lançamentos aconteceram este ano mas a liberação para a construção deve acontecer no fim de 2003, e a compra de materiais só será feita em 2004''.
O movimento na Bordignon, loja de materiais de contrução em Londrina, foi bom em 2002, e o gerente financeiro, Jorge Luiz Oliveira, garante: ''Será melhor em 2003''. Para Oliveira, o movimento da loja reflete todo o mercado local do setor. ''A expectativa é de ótimo para excelente. Londrina está numa fase ótima para a construção'', resume.
Para evitar aborrecimentos e gastos extras no fim da construção, é preciso tomar alguns cuidados. José Roberto Hoffman destaca alguns: ''É preciso ter funcionários registrados, os projetos da obra têm que estar devidamente aprovados na prefeitura e toda obra tem que ter os responsáveis técnicos''. Segundo ele, seguindo essas recomendações a pessoa tem garantia de qualidade na obra sem correr riscos. ''Existe a ilusão de que é mais barato não registrar e contratar pedreiro e mestre-de-obras por conta própria. Mas você corre o risco de alguém sofrer um acidente. Sem falar que quando você for tirar a documentação, toda a economia feita no começo acaba'', alerta.
Bombassaro também orienta: ''É preciso esclarecer a população quanto à necessidade de contratação de profissionais qualificados e capacitados. Sempre batemos nesta tecla, é um amadurecimento do investidor''.

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