Condomínios consomem água em excesso
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de janeiro de 2008
Paula Costa Bonini<br>Especial para a Folha 
É indiscutível a importância da água para a vida humana. Ela é indispensável para a realização de atividades cotidianas, como tomar banho, escovar os dentes, fazer comida, lavar louça, roupa. Acontece que esse bem tão essencial pode acabar. Apesar de ser um assunto bastante discutido, o consumo de água continua elevado, o que comprova que as pessoas ainda precisam se conscientizar a respeito da gravidade do problema e encontrar alternativas para minimizar esses gastos.
Um ambiente onde se gasta bastante água é o condominial. Segundo o técnico da Sanepar, Arnaldo Bicalho, o gasto mensal de muitos edifícios é de aproximadamente 17 mil metros cúbicos por mês, sendo que o indicado é 14 mil metros cúbicos. Uma opção para diminuir o consumo é a utilização de hidrômetro individual. ''Quando a água é cobrada individualmente, a média de gasto é de 3,5 mil metros cúbicos por pessoa, que é o ideal. Em condomínios que não contam com o hidrômetro individual, o consumo chega a 7 mil metros cúbicos'', observou Bicalho.
Uma outra alternativa para racionalizar esse bem natural é aproveitar a água da chuva, que é recomendada para lavar a garagem, pátio, regar os jardins e para a bacia sanitária. ''Captar água da chuva é uma prática que colabora, e muito, com a economia'', defendeu Bicalho, ressaltando que essa água não deve ser utilizada para consumo humano.
Os empreendimentos mais novos já contam com um sistema de captação, como é o caso do Condomínio Arquiteto Vilanova Artigas, situado na Gleba Palhano. Segundo a síndica, Rita de Cássia Ferreira Leite, essa é uma atitude ecologicamente correta. ''Como cidadãos, precisamos economizar água, que é um bem indispensável e finito'', alertou. Rita contou que com a captação da água da chuva, o condomínio economiza bastante e que quando não chove o consumo chega a ser cinco vezes maior. ''Os moradores valorizam, pois sentem no bolso'', ressaltou.
Na opinião de Rogério Cardoso, gerente de engenharia da Plaenge, construtora responsável pela implantação do sistema, captar água da chuva, além de trazer um bom retorno financeiro, colabora com o meio ambiente. Ele explicou que a água é captada na cobertura e que desce até o reservatório, que fica no térreo, por meio de uma tubulação específica para água pluvial. No reservatório, a água é separada dos resíduos sólidos e o excesso vai para a rede de esgoto na rua.
Para utilizar essa água, existe uma torneira específica, sendo necessário um dispositivo para abri-la. ''Quando a torneira é aberta, aciona-se uma bomba que pressuriza e manda a água'', esclareceu o engenheiro.
Para diminuir o consumo de água nos condomínios, o síndico, além de buscar opções como a de implantar hidrômetro individual e captar água da chuva, também deve discutir o assunto nas assembléias e colocar informativos nas áreas comuns, a fim de conscientizar os moradores sobre a necessidade de racionalizar um bem essencial à vida humana.


