São Paulo - Quem nunca pensou em procurar uma casa para morar só para fugir do condomínio dos edifícios residenciais? Ele é geralmente a pedra no sapato de quem mora em prédio. Mas pode virar uma despesa compensadora de fato se a maioria dos moradores se dispuser a buscar soluções mais econômicas para a sua administração.
Entregar o gerenciamento do prédio para uma administradora conceituada, partir para a autogestão ou terceirizar toda a mão-de-obra? Essas perguntas perseguem síndicos, sub-síndicos, conselheiros e condôminos de uma maneira geral. A resposta certa para cada caso, segundo os especialistas, estará num levantamento criterioso das reais necessidades do edifício.
O passo seguinte será uma cuidadosa pesquisa do que existe no mercado para melhor atender a opção escolhida. Para escapar dos 5% a 10% da conta do condomínio que as administradoras cobram, muitos prédios partem para a autogestão. Quando pequenos (com até três andares e sem elevadores) essa opção costuma dar certo, mas nos grandes, a prática mostra que sempre dá dor de cabeça e muitas brigas entre vizinhos. São tantas as obrigações e prestações de contas de um condomínio - levantamento recente indica que os prédios lidam por ano com mais de 700 documentos - que a autogestão acaba se tornando impraticável em áreas residenciais muito extensas. Quem insiste acaba se deparando com a necessidade de contratação de contadores e consultores especializados em impostos e legislação trabalhista, entre outras assessorias. É, então, que os serviços de uma boa administradora se tornam, economicamente, mais atraentes.
Interesse crescente - O mercado imobiliário indica um crescimento em torno de 30% no interesse dos edifícios residenciais pela terceirização de mão-de-obra. Há quem garanta que, quando bem realizada, ela resulta numa economia também em torno de 30% na conta condominial, já que o pagamento de empregados chega a engolir entre 50% e 60% da receita de um edifício.
É bom ter em mente que terceirizar a mão-de-obra dos que prestam serviços diários num condomínio não significa abrir mão da gerência da administradora de imóveis. Trata-se de uma complementação. A grande diferença é que faxineiros, vigias e porteiros não serão mais funcionários do prédio, mas sim da empresa contratada. O fato é que, como qualquer outra alternativa, a terceirização exige uma série de cuidados por parte do condomínio. São conhecidos casos de empresas que não cumpriram as obrigações trabalhistas e desapareceram deixando prédios com dívidas homéricas.
Daí a necessidade de uma pesquisa intensa, junto a outros condomínios e na Justiça Trabalhista, para evitar a parceria com uma terceirizadora que não seja séria.
Um outro risco da terceirização, sem a devida avaliação, diz respeito à segurança do edifício. A alta rotatividade de empregados, que sempre acompanha esse tipo de opção para reduzir gastos, é vista como uma perigosa brecha no sistema de segurança de qualquer prédio de apartamentos.

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