Pessoas de classe média e alta que buscam segurança, qualidade de vida e a construção da casa dos sonhos. Esse é o perfil de quem está buscando os condomínios horizontais para morar em Londrina. A grande maioria é casada, tem filhos pequenos e estabilidade profissional. Estima-se que haja na cidade dois mil lotes para esse tipo de habitação, mas quase todos já foram vendidos. ''Existe mercado para mais um tanto desses de lotes. As pessoas estão buscando esse produto'', afirma o gerente de vendas da Corretoras Integradas de Alphaville (CIA), Pedro Bolaroff.
No condomínio horizontal Alphaville, que está sendo construído na zona sul da cidade, existem 484 lotes residenciais e 17 empresariais. Todos os empresariais já foram vendidos e entre os residenciais restam apenas 15%. Somente no fim do ano as casas poderão ser contruídas, mas o alto percentual das vendas comprova que este é um nicho de mercado que está em expansão. Bolaroff destaca que a maioria dos compradores é da cidade e os outros são pessoas que estão morando temporariamente em outros locais. Os futuros moradores encaram uma parcela de R$ 1.910 durante 36 meses.
O Sun Lake Residence é outro condomínio da zona sul da cidade, construído próximo ao Centro de Eventos. Como o Alphaville, somente em dezembro será liberado para construção. Dos 407 lotes disponíveis, 70% já foram vendidos. As parcelas dos lotes são de R$ 900 durante 60 meses, mas o diretor da Royal Oliveira Loteamentos e Incorporação, Antônio Roberto de Oliveira, afirma que a maioria dos compradores adquire o lote em menos tempo. Segundo Oliveira, 90% dos compradores são profissionais liberais, 60% tem filhos menores de 12 anos, 40% pertencem à classe média e 60% à classe alta, com renda média R$ 6 mil mensais.
O grupo Teixeira & Holzzman possui quatro condomínios na cidade. O Royal Golf Residence e o Royal Park Residence & Resort têm 100% dos seus lotes vendidos. No Royal Tennis, 75% dos 200 lotes disponíveis já foram comprados. No Golden Park, único lançado na zona leste, próximo ao Hospital Universitário, 55% dos 159 lotes já tiveram a venda concretizada. Segundo Marcos Holzzman, 90% dos compradores é da cidade. A maioria das famílias tem filhos pequenos e e o casal atua como comerciante ou é profissionail liberal. A renda média das famílias é de R$ 5 mil mensais.
Eleni Pozzobon reside no Royal Golf. Ela é casada com Renato Pozzobon e tem um filho, Gustavo, de 7 anos. ''Morávamos em um apartamento e queríamos mais qualidade de vida e segurança'', argumenta. Para Eleni, o investimento vale a pena. ''Foram reservas e economias. Em termos de qualidade de vida, melhorou 200%''. Ela declara que a construção da casa foi a concretização de um sonho. ''Não me imagino voltando para um apartamento. Já planejei a casa meio terceira idade, sem escadas''.
Outra moradora do Royal Golf é Leila de Melo Scalco, proprietária de uma escola de inglês na cidade. Ela é casada com o cirurgião dentista Walter Scalco e tem duas filhas, Carolina, de 13 anos, e Jéssica, de 10. ''Já morávamos em uma casa mas as meninas não podiam brincar do lado de fora. Mudamos pela segurança e facilidade delas poderem brincar'', disse.
Leila destaca vários benefícios de se morar em um condomínio horizontal. ''É como se você morasse dentro de um clube, tem liberdade e sossego, pode caminhar à noite e você conhece com quem seus filhos estão se relacionando''. A construção da casa foi também a realização de um sonho. ''Espero nunca sair daqui. Já construímos do jeito que a gente quer ficar para sempre''.

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