Condomínio administrado como empresa
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sábado, 28 de setembro de 2013
Paula Barbosa Ocanha<br>Reportagem Local 
"O condomínio é uma empresa e precisa ser administrada como tal, por pessoas capacitadas, para não gerar gastos desnecessários". A afirmação é do especialista em mercado de trabalho de condomínios e presidente nacional da Confederação Nacional dos Síndicos (Conasi), Sérgio Craveiro, que dá diversos cursos na área, incluindo palestras para síndicos que querem aprender como reduzir valores ou mesmo aplicar melhorias nos residenciais sem precisar aumentar a conta dos condôminos no final do mês. Se não for bem administrado, segundo ele, o condomínio gera prejuízos e despesas desnecessárias, o que aumenta a insatisfação dos moradores e até a inadimplência nos pagamentos.
Diferentemente dos anos 70 e 80, quando os prédios no geral só possuíam garagem e portaria, hoje as diferentes áreas de lazer dos residenciais, amplas e com muitas opções, exigem a administração digna de uma grande empresa, segundo ele. "Têm condomínios hoje que possuem receita anual de um, dois, e até três milhões de reais. É uma empresa, que não tem fins lucrativos, mas que se não for administrada de forma correta pode quebrar. Diagnosticar os problemas antes de eles acontecerem evita gastos desnecessários", ensina.
Sérgio, que é síndico há quase 20 anos, sugere algumas ações que a administração do condomínio pode fazer para reduzir a conta no final do mês. O mais importante, segundo ele, é tentar reduzir a inadimplência dos condôminos. "Como a multa é baixa, as pessoas acabam priorizando outras contas. Por isso, contratar uma empresa garantidora, para cobrar esses inadimplentes, pode ajudar a aumentar a receita. Aprovar em assembleia o aumento da multa para quem não paga a cota do condomínio também é importante, senão os bons pagadores acabam arcando com juros por conta dos maus pagadores".
Além de diminuir os inadimplentes, outras ações podem ser feitas durante o mês. "O síndico deve ter uma planilha de marcação diária do consumo de água. Porque se em um dia comum foi gasto 50% a mais de água, por exemplo, você já pode chamar um encanador para saber de onde está vindo esse escape e evitar gastos maiores." Manutenção do relógio de luz também deve ser feita a cada três meses, ele explica. Já contratos com empresa de manutenção de elevadores, câmeras de segurança, manutenção de bombas, todos podem ser renegociados. Por fim, contratação de funcionários deve ser feita de forma eficiente, para evitar horas extras. "Regimes de 12 por 36 horas podem ser uma boa opção, porque não têm hora extra".
Se esses cuidados forem tomados, a redução no final do mês para o condômino pode ser de 15% a 25%, garante.


