Desenvolvido na Suécia (em 1924), onde o clima muito frio pedia um material para fechamento de paredes que fosse supereficiente como isolante térmico, o concreto celular é um composto leve que se diferencia pela sua estrutura, formada por micro-células vazias, regularmente distribuídas na massa. E uma das grandes vantagens desse material usado em blocos de paredes e painéis estruturais, é que agiliza a obra e dispensa algumas etapas de revestimento.
Por ser leve o produto é indicado principalmente para estruturas que não devem sofrer sobrecargas. São blocos utilizados para vedação de vãos (paredes) e enchimento de lajes nervuradas, painéis armados para paredes ou lajes e blocos-canaletas para vergas e contra-vergas (acabamento horizontal sobre ombreiras de portas ou janelas).
Com a mesma aparência da pedra-pomes, o produto funciona como isolante térmico e acústico, não deteriora e é homogêneo em sua massa. Normalmente mais caro que o bloco produzido em concreto ou cerâmica, o uso de blocos em concreto celular autoclavado, no entanto, pode reduzir o preço final da obra. Leves e grandes, os blocos são rapidamente colocados, economizando mão-de-obra. Além disso, pode-se dispensar algumas das etapas do revestimento. Basta aplicar a argamassa (ou não) e pintar. No interior (cozinha e banheiros) basta colar os azulejos com argamassa flexível diretamente sobre as paredes.
Como o uso específico é feito de acordo com a densidade, resistência e isolamento térmico e acústico desejados, a Celular Systems do Brasil, indústria paranaense instalada em Pinhais, região metropolitana de Curitiba, desenvolveu processo com três diferentes características técnicas. Para baixa, média e alta densidade. Além disso, aplica o sistema construtivo de paredes de concreto celular, moldadas e executadas na própria obra. Através de um misturador que faz a agitação mecânica, o produto é bombeado para o local de aplicação.

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