Concentração de lojas marca avenida
PUBLICAÇÃO
domingo, 13 de janeiro de 2002
Chiara Papali 
A concentração de lojas de móveis e decoração na Avenida Maringá aumentou quase 50% no último ano. Em 2001, foram inauguradas mais quatro lojas do setor, além das outras nove já existentes, confirmando a vocação da rua para este tipo de comércio. A avenida tem opção para todos os gostos e bolsos, com móveis de vão desde os modelos mais clássicos aos contemporâneos são estofados, jogos de jantar e de sala, dormitórios, e objetos de decoração, como quadros, tapetes, cortinas e luminárias.
A procura dos lojistas que estão investindo no local é pelo público consumidor que já identifica na avenida uma via apropriada para adquirir móveis e decoração. Os antigos lojistas já comemoram o aumento do fluxo de consumidores na avenida. A procura aumentou cerca de 30% nos últimos meses. Quanto mais lojas vierem para cá, melhor, afirma Vanessa Maria Porto, da Átrio Decorações, que está há 1,5 ano na avenida.
A concentração de lojas do mesmo ramo na mesma rua ou região é interessante tanto para o lojista, quanto para o consumidor. Essa característica, que identifica a rua, atrai o cliente e promove uma concorrência saudável entre os comerciantes. O resultado é que consumidores e lojistas saem ganhando.
É uma maneira do consumidor formar opinião mais rápido. Ele vem para a Maringá e tem dezenas de opções para decidir sua compra. Dificilmente, depois de percorrer toda a avenida, ele sai daqui para ir para o centro ou para um shopping, afirma Paulo Eduardo Rodrigues, gerente da Takei Móveis e Decorações, que está há dois anos na avenida.
O benefício para o consumidor, além da facilidade e conforto de não precisar percorrer diversos pontos da cidade para comprar móveis, é que os comerciantes passam a ter mais preocupação em agradá-lo, para driblar a concorrência. Com o concorrente mais próximo, o comerciante é obrigado a ter uma melhor prestação de serviço e investir na qualidade de atendimento, na entrega, no produto, no preço e no pós-venda, afirma Rodrigues


