Conceito loft de morar chega a Londrina
Ligia Barroso
De Londrina
Agregando tecnologia e arquitetura arrojada, as unidades, inspiradas nos antigos galpões e áticos americanos e europeus que eram transformados em (charmosas) moradias alternativas, ganharam linguagem plástica externa e foram verticalizadas.
A nova tendência apresentada pelos empreendimentos com o conceito de loft é resultado de uma evolução no estilo de morar e no perfil do consumidor brasileiro. Ignorando as paredes internas, e com pé-direito que pode passar de seis metros, o espaço é um verdadeiro convite à criatividade, pois permite que cada morador defina seu ambiente, projete e construa seu estilo de viver.
Para o londrinense, esta opção de morar com total liberdade é oferecida pelo Millenium Suite Residence, edifício em pré-lançamento e que será construído na Gleba Palhano nova área, próxima às margens do Lago Igapó II, e ponto alto da cidade onde despontam nobres edificações.
Junto ao novo estilo de moradia, o projeto assinado pelos arquitetos (e irmãos) Paulo e Cristina Barnabé, com construção à cargo da Dinardi Engenharia soma outro ineditismo à obra: é o primeiro empreendimento do País a utilizar o puro conceito de loft. Ou seja, não existe pré-determinação, em planta interna, nem mesmo para localizar o banheiro ou a cozinha. Outros três lofts estão sendo construídos em são Paulo. A idéia de lançar um loft em Londrina é do engenheiro e consultor em marketing imobiliário, Luiz Guilherme Alho, com planejamento comercial do empresário e imobiliarista Abílio Medeiros Júnior.
Todo e qualquer ambiente pode ser projetado onde e do tamanho que o adquirente de uma unidade quiser, diz Paulo Barnabé. O arquiteto explica que, diferente de tudo o que já foi construído em qualquer ponto do Brasil, cada unidade do Millenium (que não leva a denominação de apartamento), que tem 140 metros quadrados de piso, com pé direito de 6,40 metros de altura, e volume correspondente a 896 metros cúbicos de área, possibilita infinitas soluções de compartimentação espacial.
Assim, cada uma das unidades pode ter, de área útil construída para moradia, de 140 a 280 metros quadrados; uma única ou até quatro suítes. O projeto do interior é determinado pelas necessidades, vontades e gosto do(s) morador(es), enfatiza o consultor Luiz Alho.
Com 12 pavimentos duplos e duas unidades por andar, o edifício terá altura correspondente a um prédio de 31 andares quase 80 metros de altura. A estrutura é externa, ou seja as instalações hidráulicas e elétricas correm em shafts periféricos (pilares e vigas em formato de U onde ficam embutidas as instalações, fechadas com revestimento especial que permite o manuseio sempre que necessário, sem estragar ou quebrar a parede).
Uma grelha modular, formada por amplas janelas e portas duplas com vidro fumê e vedação em esquadrias especiais, moduladas em alumínio anominizado branco, criam a fachada do Millenium. O edifício é monocromático, todo branco. Cor utilizada também nos pastilhas do revestimento externo. O engenheiro e construtor Maurício Dinardi diz que é esta concepção, desenvolvida através do sistema de projetos integrados, que faz o diferencial do empreendimento, compatibiliza detalhes e adequa cada uma das unidades às necessidades de cada proprietário.
Faz parte da obra, planejada para um terreno de 2.318 metros quadrados, um piso térreo com mais de 300 metros quadrados, onde serão instalados os dois elevadores de acesso e o hall; emoldurados por jardins, áreas de piscina, quadras de tênis e churrasqueira. Uma cobertura, com pé direito com mais de oito metros de altura, determina o espaço para um salão social, sala de ginástica e sauna.
Além disso, emolduram todos os andares ampla sacada panorâmica com churrasqueira individual. Espaço, que em função das janelas que podem ser transformadas em portas, e vice-versa, proporcionam insolação total às unidades e visão panorâmica completa da cidade, finaliza Dinardi.





