Como evitar infiltrações nas paredes
PUBLICAÇÃO
sábado, 04 de junho de 2011
Kalinka Amorim <br> <br> Reportagem Local 
Manchas, marcas de bolor e bolhas nas paredes, são sinais recorrentes de infiltração de água que pode, muitas vezes, causar ainda queda e rachaduras de azulejos, escurecimento das juntas, ocorrência de trincas e goteiras. Esses problemas tornam-se mais comuns em períodos chuvosos, pois as manchas nas paredes ficam mais visíveis. Porém, muitas vezes, as causas estão em procedimentos inadequados desde o início da obra.
Conforme o engenheiro civil Eduardo Medina, da Constrad Projetos e Construções, as infiltrações são causadas pela falta de cuidados básicos durante a obra e dependendo do caso das trincas, as construções podem até mesmo desabar e colocar em risco a vida das pessoas que convivem no ambiente. Ele assegura que quando a obra é feita dentro dos padrões observados nas Normas Técnicas (NB) e vistoriadas por engenheiros ou arquitetos, não ocorrem esses problemas.
O primeiro cuidado a ser tomado, segundo Medina, deve ser com a terraplanagem e a fundação da obra. Essas etapas devem ser bem feitas e a terra bem compactada. Isso evitará que a água da chuva entre, mas não é o suficiente. ''Todas as vigas baldrames das fundações após construídas devem ser impermeabilizadas em sua superfície, antes do assentamento dos tijolos, com produtos a base de betume'', explica. Esse processo, segundo o especialista, é essencial e evitará trincas e infiltrações depois que a construção tiver acabada.
O próximo passo, conforme Medina, deve ser com o contrapiso. Ele explica que o mesmo não deve ser construído acima da superfície das vigas baldrames e nunca deve encostar nos tijolos da parede. ''Na hora de assentar o contrapiso é necessário compactar novamente o solo, regularizar o concreto com argamassa de cimento, cal e impermeabilizante sintético que vai vitrificar a massa e evitar que os azulejos com o tempo calcifiquem e fiquem com aspecto oco'', complementa, dizendo que quando a impermeabilização obedece as etapas dispostas nas Normas Técnicas (NB), não há risco de infiltração nem interna, nem externa.
Além desses cuidados no início da obra, a impermeabilização deve ser realizada em áreas que tenham contato direto ou indireto com a água e a umidade. ''Como por exemplo: os muros de arrimo, pisos, banheiros, cozinhas das residências assobradadas e dos prédios, sacadas descobertas, floreiras e todas as demais partes que tenham contato com a água'', acrescenta o engenheiro civil, Alexandre Brianez.
Brianez explica que quando a impermeabilização é realizada durante o processo construtivo as técnicas de mão de obra são mais fáceis, o que onera menos o processo. ''Quando você precisa estancar um infiltração depois que a edificação está pronta é complicado. A matéria prima utilizada é a mesma, mas a mão de obra é bem mais complexa e demorada, além de encarecer o processo'', avalia. Quando o processo de impermeabilização é feito no ínicio da obra, os custos são reduzidos e representam de 1% a 3% do valor total de uma obra residencial. ''As reformas podem custar mais de 10% do valor do imóvel, incluindo custos com materiais e mão de obra'', afirma.
Os especialistas destacam que cada caso é específico e requer o acompanhamento de profissional habilitado para identificar quais os problemas existentes e definir corretamente qual o melhor procedimento para cada necessidade.


