O CUB-Custo Unitário Básico, norma que regulamenta quais os critérios adotados para o cálculo da cesta básica de insumos que determina, mensalmente, o valor do metro quadrado da construção civil em obras residenciais, vai mudar.
O estudo que servirá de base para a mudança está sendo feito por uma comissão formada por representantes de 22 sinduscons, entidades e empresas profissionais ligadas ao setor da construção civil. Com a quarta reunião agendada para o final deste mês, na sede do Cobracon em São Paulo, a comissão estabelecerá como será o cálculo do CUB para projetos comerciais (andares corridos, galpão e prédio comercial de salas) e construção residencial de baixa renda (até 40m2).
‘‘Da mesma forma como regulamenta o cálculo para projetos residenciais nos seus diferentes padrões, o CUB Comercial e o CUB Baixa Renda, passarão a ser referência de custo com vigência nacional, assim que votados e aprovados’’, comenta o secretário geral da Comissão de Estudos, Daniel Ítalo Furletti. Economista e advogado, o superintendente do Sinduscon Minas (Belo Horizonte), diz ainda que o CUB para projetos comerciais já foi elaborado e está pronto para ser votado. ‘‘Nesta próxima reunião, quando também participam representantes da Caixa Econômica Federal, faremos a análise do projeto de baixa renda. Acreditamos, portanto, que até o final do ano, estas complementações virem normas e, portanto, sejam incorporadas à lei federal.’’
‘‘Assim, com as novas normativas, o consumidor brasileiro passará a ter também como referencial, custos atualizados e reais do valor do metro quadrado das construções comerciais e residenciais de padrão baixa renda, nas diferentes regiões do país, além dos já existentes’’, diz o secretário do Cobracon.
Ele completa dizendo que, quando foi regulamentado, o CUB residencial utilizou como modelo-padrão de construção, projetos básicos do BNH, mas que, ainda hoje, representam padrões nacionais. ‘‘Por isso, é importante que o consumidor saiba que o CUB é um referencial de preço mínimo médio, praticado pelo mercado. Novidades em tecnologias e sistemas construtivos, melhora na qualidade dos produtos e serviços e novidades em ítens de acabamentos, agregados pela construtora à obra, somam, claro, no custo final e, em consequência, no custo unitário’’.

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