Comissão avalia segurança nas empresas
A polêmica sobre o amianto divide-se entre aqueles que defendem o banimento total da fibra mineral e aqueles que argumentam ser possível aproveitar todos os benefícios do amianto fazendo uso controlado e responsável nas fábricas, obedecendo normas rígidas de controle.
No Brasil, os trabalhadores do fibrocimento são representados pela Comissão Nacional dos Trabalhadores do Amianto (CNTA). A CNTA criou comissões internas de controle do amianto em todas as empresas de fibrocimento e centraliza suas ações na conscientização dos trabalhadores, através de cursos, visitas às fábricas e fiscalizações. Todas as normas referentes à segurança dos trabalhadores encontram-se no Termo de Acordo Nacional Para Uso Controlado e Responsável do Amianto Crisotila.
Segundo a presidente executiva do Instituto Brasileiro do Crisotila, Marina Julia de Aquino, a lei permite que o trabalhador esteja exposto a uma concentração de duas fibras por centímetro cúbico no local de trabalho. Pelo acordo, a exposição máxima permitida é de 0, 1 fibra por centímetro cúbico. As empresas também promovem o monitoramento semestral da qualidade do ar, feito por laboratório credenciado pelo Inmetro'', informa.
De acordo com o presidente do Sintrâmica, Cloves Alves dos Santos, as indústrias que utilizam o amianto crisotila como matéria-prima têm adotado várias medidas de segurança ao trabalhador, promovendo ambientes de trabalho limpos e seguros. ''Aspiram o pó resultante da manipulação do amianto e utilizam uniformes e máscaras de proteção respiratória para poeira''. (C.V.)





