Comerciantes enfrentam o medo pelo melhor ponto
Cuidado e atenção generalizada são as armas que os comerciantes da Avenida Arcindo Sardo, no Jardim Coliseu (Zona Oeste) utilizam para enfrentar a marginalidade. Segundo Ronie Brilhante, proprietário de uma locadora de vídeos no local, todos fecham as portas no mesmo horário, observam o movimento da via e qualquer ação suspeita é suficiente para chamarem a polícia. ''Optei pelo bairro porque moro aqui com meus pais e porque foi o ponto mais barato que encontrei. Graças a Deus, nunca fui roubado, mas não facilito. Mantenho em funcionamento o alarme monitorado, estou na loja todas as noites e pretendo instalar câmeras de circuito interno'', relatou.
O vizinho da frente é o açougueiro Claudio Sergio Faiol, que há dois anos entregou R$ 1.000,00 para os ladrões, num sábado à tarde. Ao contrário de Brilhante, ele não possui equipamentos de segurança no estabelecimento, mas também não deixa dinheiro sobrando no caixa. As mesas de aço, que servem aos fregueses do seu espetinho, funcionam como uma barreira à circulação de pessoas. ''Para o comerciante, a localização do ponto influi mais que o fator segurança'', afirmou.
O artesão Orlando Umezu, morador do Jardim Coliseu há 16 anos, adquiriu duas casas de alvenaria, em terrenos de 250 metros quadrados, nos Jardins Império do Sol e Honda, nos últimos cinco anos. ''Na época, a propaganda desses loteamentos elevou o preço dos imóveis que custavam mais do que no bairro onde vivo. Hoje, a situação é contrária devido à proximidade que deles em relação às favelas. Caso vendesse qualquer um agora, com certeza, perderia 50% do valor unicamente por causa da localização'', afirmou o investidor. (B.R.)





