Após 34 anos de inutilização, o terreno do antigo ginásio de esportes Colossinho - finalmente - ganhou uma destinação. O imóvel de 14.058 metros quadrados será dividido em 22 lotes com frente para as ruas: Quintino Bocaiúva, Eduardo Benjamin Hosken, Paranaguá, Santos e Mossoró. O preço da unidade métrica variará de R$ 500,00 a R$ 750,00 conforme a localização e o tamanho (490 ou 862,5 metros quadrados). O imóvel pertence a KDV Participações Ltda
Segundo o imobiliarista Abílio Medeiros, o terreno está na Zona Comercial 3 (ZC3) e sua ocupação valorizará muito a região. ''Acredito que o imóvel abrigará três ou quatro prédios de apartamentos e galeria de lojas'', disse Medeiros, que coordenará a venda dos lotes. ''Já surgiram interessados, mas, por enquanto, a subdivisão da área ainda não foi registrada em cartório. Espero que, no máximo, em 15 dias essa etapa esteja superada'', completou.
Há uma semana, operários e voluntários do projeto Onde Moras estão desmanchando os muros e o que sobrou do antigo Colossinho. Medeiros estima que o nivelamento do terreno e a limpeza sejam concluídos em sete dias. ''Esta é a última grande área disponível no centro da cidade e sua comercialização, certamente, revitalizará o comércio e locais públicos ao redor'', prevê.
Lutemberg Negrão, proprietário do Auto Posto Quintino, recebeu uma proposta de compra dos lotes, mas achou o preço 'salgado'. De acordo com ele, a nova destinação do imóvel tranquilizou alguns comerciantes da vizinhança que seriam concorrentes do Wal Mart. Depois que a subdivisão foi definida, surgiram interessados no estabelecimento de Negrão. ''Estou aqui apenas há 10 meses e agora não pretendo sair mesmo. Na minha opinião, o preço do metro quadrado deste terreno ainda cairá. Caso chegue a R$ 300,00 eu compro para construir uma galeria de lojas'', planeja o comerciante.
O estudante de fisioterapia Marcio Medeiros, morador da rua Paranaguá, aprovou a decisão da KDV, principalmente pelo fator segurança. ''Este terreno podia servir de esconderijo para ladrões. Depois que meu prédio foi assaltado resolvemos instalar uma cerca elétrica para amenizar a falta da portaria 24 horas'', comentou o universitário.

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