Colchões também precisam de cuidados
PUBLICAÇÃO
sábado, 10 de abril de 1999
Célia Baroni 
Quantas vezes, você se preocupou com o seu colchão antes dele começar a ficar feio, com o tecido manchado ou deformado? Duas, três vezes? A maioria das pessoas só lembra dessa peça fundamental para a qualidade do nosso sono quando os problemas aparecem. É verdade que houve um crescimento da conscientização e o consumidor se tornou mais exigente. Mas depois de adquirir o colchão, colocá-lo no devido lugar e fazer o primeiro teste, ele é simplesmente esquecido.
Poucas pessoas se preocupam com a manutenção do colchão. Não sabem que alguns cuidados básicos podem até dobrar a sobrevida dele e a qualidade de vida de quem o utiliza. O primeiro passo é comprar um produto de qualidade, mas isto não é suficiente, explica Alexandre de Andrade, gerente da Ortobom, em Londrina. Segundo Andrade, virar o colchão pelo menos uma vez por semana, para que ele seja utilizado por igual, por exemplo, é indispensável.
Além disso, usar o colchão para ficar sentado vendo televisão danifica o produto. Colocar papelões, plástico ou madeira entre o colchão e o estrado é ruim porque o colchão precisa ventilar. Nunca se deve passar panos úmidos sobre o colchão, principalmente nos de espuma. A espuma absorve e mantém a umidade, favorecendo a proliferação de fungos e ácaros. O aspirador de pó é ideal para fazer a limpeza do produto, mas se não tiver um à mão, uma escova de tapete é suficiente para fazer a higienização.
O uso de capas também são indicadas para garantir que o colchão fique limpo por mais tempo. Como não dá para lavar o colchão, a capa resolve bem o problema, impedindo que grande parte do suor e umidade natural do corpo seja absorvido pela espuma ou material do colchão, afirma Juliana Sorace, gerente da Coper Colchões.
Estudos apontam que o acúmulo de sujeira é o principal responsável pela deterioração dos colchões. Diariamente o homem solta no colchão milhares de escamas de pele. Em um ano, um colchão absorve mais de 20 litros de suor. Por mais higiênica que a pessoa seja, o corpo sua durante o sono e como o suor é ácido e salgado, ao longo do tempo ele acaba deteriorando o tecido do colchão e a espuma, esclarece Juliana Sorace. Capas de colchão podem ser encontradas por preços que variam de R$ 10 a R$ 50, em média, dependendo da qualidade e tamanho (solteiro ou casal).
Investir um pouco mais e escolher produtos antialérgicos e com proteção antiácaros, principais causadores das alergias respiratórias, é uma opção interessante. Esses colchões não dispensam o uso da capa protetora mas proporcionam um sono de melhor qualidade, principalmente se o usuário já apresenta algum tipo de alergia. Um exemplo é a linha Pró- Saúde, da Ortobom. O fio usado para tecer a trama do tecido passa por um tratamento especial que reduz significativamente a incidência de ácaros no colchão.
Segundo os especialistas, o colchão deve ser trocado depois de cinco ou sete anos de uso, dependendo da sua garantia. É um produto barato, se considerada a sua durabilidade. A sua utilização por muito tempo além do tempo de garantia, prejudica a saúde porque ele acaba ficando sujo e deformado , defende Juliana Sorace. A espuma não tem a propriedade de se moldar ao corpo, por isto, com o passar do tempo, ela cede nos pontos que suportam um peso maior - altura do quadril, no caso das mulheres e altura dos ombros, no caso dos homens. Estas irregularidades resultam em desconforto e noites maldormidas.
O colchão de espuma tem uma durabilidade inferior aos colchões de mola, por isto, diz, tem de ser trocado com mais frequência. Enquanto os melhores colchões de espuma têm garantia de no máximo três anos, os melhores colchões de mola chegam a oferecer dez anos de garantia. Os colchões de espuma continuam sendo uma ótima opção. O sistema se adaptou muito bem à demanda brasileira porque oferece qualidade e custo acessível, frisa a gerente.


