Cobre se adapta a propostas diversas
Da Redação
Largamente utilizado em sistemas hidráulicos e elétricos, o cobre apresenta características que também o tornam interessante para a arquitetura. Resistente à corrosão, esse material se adapta às variações de desenhos propostos pelos arquitetos, dando condições para vencer os desafios das coberturas, revestimentos, sistemas de vedos e pormenores decorativos.
Excelente isolante térmico, o cobre evita perdas de calor latente por meio de pisos, vedos e coberturas. Sua superfície polida chega a refletir 96% da energia recebida, garantindo temperaturas mais agradáveis. Também apresenta boa resistência mecânica, podendo ser utilizado em soluções estético-estruturais com lâminas delgadas inferiores a 0,5 mm. Além de resistir à ação de atmosferas agressivas, suporta agentes biológicos, fogo e grandes diferenças de temperatura.
As cores naturais do cobre formam um jogo contínuo de luz e sombra ideal para conferir caráter de nobreza aos edifícios. Sua pátina verde natural resultante da lenta reação com a atmosfera e a composição das dobraduras oferecem uma textura dificilmente encontrada em outro material.
Descoberto há mais de 8 mil anos, o cobre se popularizou na arquitetura no final do século 19, em edificações do tipo palácios de metal e cristal. Posteriormente, movimentos como a Art Deco, Bauhaus, e High Tech passam a utilizar o metal e os cristais para expressar a forte materialidade de seus edifícios. Na arquitetura contemporânea, o cobre renasceu através da busca por materiais naturais e o desconstrutivismo.
Nas coberturas, o metal se destaca por permitir a opção de contraposição aos tetos planos. Seu uso oferece aos arquitetos a possibilidade de encontrarem uma imagem distinta para a arquitetura contemporânea, onde o coroamento dos edifícios, representado pelas coberturas em cobre, os distinguem dos demais com a inserção da quinta fachada, num processo de enriquecimento do patrimônio histórico, diz Antônio Maschietto Jr, diretor executivo do Procobre Instituto Brasileiro do Cobre.
Outra característica que o torna atual é o fato de ser um material ecológico. Além de não agredir as atividades humanas, sua reciclagem não apresenta perda de propriedades físicas, químicas e mecânicas. Também é econômico na medida em que requer poucos cuidados quanto à manutenção.
Maschietto avisa que o uso do cobre exige alguns conhecimentos técnicos sobre os elementos que o compõem. O Procobre entidade sem fins lucrativos que divulga o uso do metal junto aos diversos setores da economia oferece orientação sobre esse assunto, além de promover programas de formação de mão-de-obra qualificada. Mais informações no telefone (0**11) 816-6383 ou pela Internet no endereço www.procobrebrasil.org.Resistente, versátil, econômico e ecológico, o material se adapta facilmente às variações propostas por profissionais de arquitetura
ReproduçãoMULTIFORMAS Na arquitetura contemporânea, as coberturas em cobre se distinguem das demais, tornando-se uma quinta fachada da obra





