Cimento específico garante segurança
PUBLICAÇÃO
sábado, 03 de abril de 1999
Da Redação 
Específico para construções que exigem maior segurança, como pilares, lajes, vigas e fundações, o cimento Cauê Estrutura, reforça agora a linha de produtos de Alta Resistência Industrial, produzidos pela Camargo Corrêa Cimentos. Com uma composição especial, muito mais forte do que a do cimento convencional, o novo produto desenvolve resistência em menor tempo, podendo ser desenformado mais rapidamente. Em sete dias se consegue o resultado que o cimento comum leva pelo menos 15 dias para alcançar, possibilitando que a passagem de uma fase para outra da obra seja mais ágil.
Segundo dados do Sindicato Nacional da Indústria de Cimentos-SNIC, a previsão é que nos próximos cinco anos, a demanda por cimento em todo o país deverá subir para 55 milhões de toneladas anuais, impulsionada principalmente pelas privatizações e obras de infra-estrutura. Para atender a essa demanda, a Camargo Corrêa vem operando mudanças na sua unidade de negócios de cimento, procurando fortalecer a marca.
Há dois anos, adquiriu a indústria mineira Cauê. Por ser também um nome forte no mercado, decidiu-se pela sua manutenção na linha de frente dos produtos da empresa. O cimento comum manteve a denominação Eldorado. Mas o cimento CPV ARI, em sacos de 40 quilos, passou a ter a denominação Cauê Indústria, assim chamado por atender às características exigidas na produção de lajes, blocos de concreto, pré-moldados e artefatos de cimento. Agora a Camargo Corrêa apresenta o Cauê Estrutura, já lançado em São Paulo, no Rio Grande do Sul e na região de Ponta Grossa.
No Norte do Estado, o lançamento foi realizado durante encontro técnico entre distribuidor e fornecedores de varejo. A Filial Cambé, há 24 anos no mercado, e que atende ainda o Oeste e o Noroeste do Paraná, respondendo por 38% das vendas da Regional Sul. As equipes das filiais de Cambé e Ponta Grossa comercializam mensalmente 35 mil toneladas de cimento - 7% das 500 mil toneladas consumidas nessa região.
A Regional é líder absoluta em vendas dentro do mercado sul do cimento de alta resistência, agora denominado Cauê Industrial, com um volume médio mensal de 8 mil toneladas, comenta o consultor técnico da empresa, engenheiro Julio Cesar Filla. Ele explica também que para a distribuição do cimento Cauê Estrutura, em todo o país, foi constituída uma frota exclusiva para entrega do produto nos pontos de venda, com motoristas e ajudantes especialmente treinados para orientar e esclarecer dúvidas dos comerciantes e balconistas. Esses funcionários dispõem até mesmo de vídeos, com orientações sobre a melhor forma de utilizar e vender o produto, diz o consultor.
A Camargo Corrêa também está investindo em uma nova fábrica em Ijaci, Minas Gerais, que deve ser uma das mais avançados do mundo. Com equipamentos de última geração, vai empregar tecnologias que garantam a preservação da qualidade ambiental. Serão introduzidas, por exemplo, novidades como os moinhos verticais, que consomem menos energia e são de operação mais simples do que os tradicionais moinhos de bolas. Terá ainda o maior forno do país, com capacidade para produzir cinco mil toneladas diárias de clínquer - a semifusão e aglutinação de calcário e silicato, que dá origem ao cimento. A matriz energética para o forno será o coque de petróleo, com alto teor de enxofre, cujo custo é bem menor do que o do carvão mineral. Tem ainda a vantagem de possibilitar que o enxofre possa ser agregado ao clínquer, diminuindo a emissão de gases na atmosfera.
A nova fábrica vai produzir, anualmente, dois milhões de toneladas de diversos tipos de cimento, representando 18% das necessidades de crescimento do setor, previstas em 11 milhões de toneladas para os próximos cinco anos. Com os novos investimentos que vão garantir maior produção, a empresa deverá faturar este ano US$ 400 milhões, 9% do total estimado para o setor cimenteiro em todo o Brasil.


