O conceito londrinense de condomínio residencial voltado para estudantes universitários ganhou outras cidades. Depois de construir, em 1997, a Cidade Universitária, ao lado da Universidade Estadual de Londrina (UEL), a Construblok inaugurou em Botucatu (SP), no mês de março, um modelo de condomínio semelhante ao de Londrina. O próximo passo será levantar outro empreendimento no mesmo formato ao lado da Universidade de São Paulo (USP), com investimentos que alcançam os R$ 20 milhões.
Segundo o diretor da Construblok, Carlos Vaz, o condomínio em Londrina foi construído com o objetivo de oferecer ao estudante acesso fácil à universidade, com mais segurança e conforto. ''Aqui não tinha nada parecido. Os imóveis mais adequados aos estudantes ficavam localizados na região central, bem distante da universidade.'', ponderou.
Em Londrina, o empreendimento conta com 240 apartamentos de um ou dois quartos e se destaca por oferecer piscina, quadra de esportes, teatro com 200 lugares, sala de treinamentos e cursos, playground, área comercial e até choperia dentro do condomínio. A taxa de ocupação é praticamente total. Um dos atrativos, na opinião de Vaz, é o valor do aluguel que gira em torno de R$ 350, com taxa condominial de R$ 100.
A idéia da construtora em erguer um condomínio voltado exclusivamente às necessidades dos estudantes foi muito bem recebida, segundo informações do diretor da empresa. O suceso fez com que a construtora levantasse mais um empreendimento no interior paulista. ''Botucatu tinha necessidade de uma Cidade Universitária. A infra-estrutura para moradia dos estudantes deixava a desejar'', frisou. A cidade é conhecida pela tradição dos cursos de ciências agrárias da Universidade Estadual de São Paulo.
Em Botucatu, município com 100 mil habitantes, a obra seguiu os mesmos moldes do empreendimento de Londrina. Vaz destacou que pesquisas de mercado apontaram uma demanda de imóveis para estudantes, uma vez que os imóveis da cidade, disponíveis para este nicho, são mais antigos e a maioria no formato de república. A construção consumiu cerca de R$ 6 milhões em investimentos.

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