Cheida quer proibir uso no Paraná
O Paraná é o único estado da região Sul onde ainda é permitido o uso de derivados de amianto. A fibra é proibida em mais de 40 países, inclusive todos da União Européia. No Brasil, segundo a fundadora da Associação Brasileira dos Expostos ao Amianto (Abrea), Fernanda Giannasi, sete leis foram aprovadas sobre o assunto. Em São Paulo e Mato Grosso do Sul, liminares derrubaram os projetos. No Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Pernambuco vigora a proibição. No Pará e Mato Grosso os projetos não foram sancionados pelos governadores.
Em agosto, o deputado estadual e presidente da Comissão de Ecologia e Meio Ambiente da Assembléia Legislativa, Luiz Eduardo Cheida (PMDB) apresentou um projeto de lei para proibir - a partir de janeiro de 2008 - o uso e a fabricação de produtos, materiais ou artefatos que contenham quaisquer tipos de amianto ou abesto, devido ao seu alto poder cancerígeno.
Segundo Cheida, o projeto está tramitando nas comissões. O produto, informou o deputado, é cancerígeno para os humanos. Quando inaladas, as partículas da fibra causam câncer de pulmão, laringe, alguns tipos de câncer gastrointestinais entre outros abdominais.
De acordo com Fernanda Giannasi, o país possui, reconhecidamente, mais de 4 mil vítimas do amianto. Contudo, este número, afirma, é apenas a 'ponta do iceberg'. ''As grandes empresas firmaram 3.700 acordos extra-judiciais. Só na Abrea são 500 ações ajuizadas.
®MDBO¯®MDNM¯ Outro argumento apresentado pelo deputado em defesa do banimento do uso do amianto é a questão ambiental. Segundo Cheida, por suas características tecnológicas, é impossível sua destruição, sendo material que permanece disperso no ar, contaminando ambientes internos e externos e também é de difícil destinação final. ''Caso o projeto seja aprovado, os órgãos ambientais vão agir para promover um recolhimento controlado do asbesto'', informa.
Porém, os defensores do amianto crisotila argumentam que este tipo de mineral é mais puro, com fibras menos agressivas e que, utilizado de forma responsável e controlada, não traz perigo potencial à saúde ocupacional dos trabalhadores e qualquer espécie de risco à saúde pública. (C.V.)





