O tradicional sofá, móvel presente em qualquer casa, está dividindo espaço com um parente próximo muito antigo: a chaise-longue, uma espécie de sofá com encosto em apenas uma das extremidades. O arquiteto José Carlos Repette, de Londrina, explica que as pessoas ainda estranham aquele móvel comprido no meio da casa, porque não é exatamente o que elas esperavam encontrar numa sala de estar. ‘‘É que a chaise-longue não é da nossa cultura. Mas isso já está mudando’’, diz.
Mario CesarPeça em rattan, ferro e estofamento em estampa floral, da Bruschi & CiaA chaise-longue, na opinião do arquiteto, tem um apelo estético muito forte, por causa da grande horizontalidade do móvel. Atualmente, tem design mais arrojado, com linhas alongadas e sinuosas. ‘‘Tende a uma aerodinâmica que dá um visual contemporâneo’’, complementa.
Este tipo de móvel fica bem para compor um estilo moderno, aconselha Repette. No entanto, pode ser usado em qualquer estilo de decoração, desde que bem casada. ‘‘Hoje é aceitável misturar estilos. Quando um ambiente é muito clássico, por exemplo, pode-se jogar com a idéia de um móvel assim para quebrar a seriedade. A chaise-longue cai bem, ainda, em ambientes despojados’’.
José Carlos Repette avalia que os ambiente mais aconselháveis para acolher este tipo de móvel são o living e a sala de TV (ou o home theater). ‘‘É indicado quando a pessoa quer dar a esses espaços uma opção de conforto e relaxamento’’, avisa. O arquiteto conta que as chaise-longues são desenhadas há muito tempo por profissionais brasileiros como um mobiliário que requer estudos de ergonometria e de tecidos. ‘‘Ela é feita como se fosse uma espreguiçadeira, um móvel que não é uma cama, mas onde a pessoa também pode se esticar’’.
Mario CesarModelo Paumari, em junco e armação em ferro, da D’Junco. Pode ser adquirido completo (com almofadas e tecido) ou só a estruturaGeralmente acompanhada de uma mesinha lateral, a chaise-longue deve estar sempre relacionada a uma ‘‘atividade passiva’’, como ler ou assistir TV, relaxadamente.
O mercado oferece inúmeros modelos de chaise-longues, mas é bom ficar atento para determinadas linhas de design que prezam mais o visual e deixam o conforto de lado. Existem opções em madeira, ferro, alumínio, junco, rattan etc. Normalmente, o móvel é estofado. Os revestimentos vão do tecido rústico ao couro. José Carlos Repette aconselha a escolha de um tecido lavável ou impermeabilizado para facilitar a limpeza.
O arquiteto prefere as chaise-longues estofadas e gosta de misturar os cromados com tecido. ‘‘Mas não descarto outros materiais, como a madeira e o couro’’, completa.
Mario CesarOpção mais clássica, em mogno e veludo, da Bikuata (1,80m x 40cm). Várias opções de acabamento e madeiraEncontrada em apenas algumas lojas de móveis e decorações, as chaise-longues ainda têm um preço elevado, comparadas aos sofás, por exemplo. Em Londrina, os preços variam de R$ 600,00 a R$ 3.000,00. José Carlos Repette justifica que o móvel é mais caro porque exige estrutura e estofamento especiais. ‘‘É uma estrutura maior e deve ser mais reforçada, assim como a costura, já que o estofamento é superexigido. Por isso tem que ser um móvel resistente.’’
Serviço - - Marilda Marchiori e José Carlos Repette - Projetos Arquitetônicos e Interiores, Av. Higienópolis, 1505 (sala 701), fone (043) 323-4135; - D’Junco, Avenida Higienópolis, 290, fone (043) 336-1315; - Bikuata Móveis e Decorações, Rua Pio XII, 566, fone (043) 329-0428; - Tok & Stok, Rua Belo Horizonte, 890, fone (043) 339-6367; - Cia. Bruschi de Móveis, Avenida Higienópolis, 1539, fone (043) 325-4262.

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